O ESTADO-MÍNIMO DOS INDÍGENAS MUNDURUCUS NO PASSADO REMOTO
UMA REFLEXÃO ETNO-LÓGICA DO PODER POLÍTICO ENTRE A ANARQUIA E O LEVIATÃ
Résumé
o objetivo dessa reflexão lógica é reconstruir hipoteticamente a cultura política dos mundurucus nos séculos XVIII e XIX utilizando com esse propósito uma metodologia tridimensional do poder que compreende as hipóteses do Estado-zero, Estado-mínimo e Estado-máximo que serão testadas na releitura do material etnográfico disponível. O resultado dessa metodologia propôs a partir do seu raciocínio lógico que internamente haveria uma anarquia ordenada com Estado e externamente, uma política tirânica e antissolidarista compondo nesse caso a anarquia desordenada nas relações internacionais com as etnias da vizinhança. No meio dessas duas hipóteses configurou-se, ainda, uma terceira possibilidade política que especula que existiria regionalmente uma sociedade anárquica de Estados mundurucus visível com bastante nitidez no período das guerras, das pilhagens, das epidemias e das catástrofes naturais.
