O ATENDIMENTO À SAÚDE INDÍGENA NO SUL DO BRASIL PELO ESTADO BRASILEIRO (1940-1977)

ENTRE OMISSÕES E VIOLÊNCIAS

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.22456/1982-6524.135090

Résumé

O artigo é resultado da pesquisa sobre a ação do Estado brasileiro no contexto do atendimento à saúde da população indígena no Sul do Brasil no século XX. O recorte temporal - 1940 a 1977 – segue o período em que o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) esteve presente nas terras indígenas, com suas estruturas administrativas, incorporando a primeira década da atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), até a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional (CPI), em 1977. Para tal, utilizou-se os boletins internos do Serviço de Proteção aos Índios (1941-1966), às CPIs no Congresso Nacional de 1963, 1968 e 1977, a CPI de caráter regional ocorrida na Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul, em 1968, e o Relatório Figueiredo entre 1967-1968. Cotejamos com as referências teóricas da história indígena para entender como os indígenas agiram nesse processo. Constatou-se que as doenças que os atingiram foram geradas pelos processos de violência, esbulho territorial e roubo das riquezas naturais de suas terras com participação ativa do Estado brasileiro.

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Bibliographies de l'auteur-e

Maria Eugênia Ramos Ferreira, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Estudante de História - Licenciatura na Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Clovis Antonio Brighenti, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Professor de História das Sociedades Indígena na América Latina na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) desde 2014, atua na graduação e no Pós-Graduação em História (PPGHIS), do qual foi coordenador. Possui graduação em História - licenciatura plena - UNOESC - Campus Chapecó (1995). Doutor em História Cultural pelo Programa de Pós-Graduação em História na Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC (2012). Mestrado em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP (2001). Pós-graduado em Comunicação Social, pela Universidade São Francisco - SP (1996). Pós-graduado em Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, pelo Instituto Teológico de Santa Catarina (2009). É membro do Conselho Indigenista Missionário desde 1988. Participou como docente e coordenador pedagógico do Curso de Licenciatura Intercultura Indígena do Sul da Mata Atlântica na UFSC, entre 2011 a 2014. Desenvolve pesquisas junto aos povos indígenas Brasil e nos demais países latino-americanos, em temas do movimento indígena, relações interétnicas, territoriais, educacionais e de reparações históricas. Atua na extensão com comunidades Guarani no Brasil, Argentina e Paraguai. Autor do Livro Estrangeiros na Própria Terra: Presença Guarani e Estados Nacional. Ed. ARGOS/EdUFSC; organizador do livro Memórias indígenas da peste: epidemias e pandemias na América Latina. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022; coorganizador dos livros: O movimento indígena no Brasil: da tutela ao protagonismo (1974-1988), Foz do Iguaçu: EDUNILA, 2021; e, História indígena no Sul do Brasil, século XX: Novos estudos nos campos de saberes decoloniais. Naviraí, MS: Aranduká, 2022. Atuou na Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena do Ministério da Educação.

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Publié-e

2024-04-28

Comment citer

RAMOS FERREIRA, Maria Eugênia; ANTONIO BRIGHENTI, Clovis. O ATENDIMENTO À SAÚDE INDÍGENA NO SUL DO BRASIL PELO ESTADO BRASILEIRO (1940-1977): ENTRE OMISSÕES E VIOLÊNCIAS. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 319–347, 2024. DOI: 10.22456/1982-6524.135090. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/135090. Acesso em: 28 août. 2025.

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ARTIGOS