MAPAS EM MOVIMENTO: OS (DES)CAMINHOS DE UMA PRÁTICA CARTOGRÁFICA JUNTO AOS POTIGUARA
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-6524.74228Palavras-chave:
Potiguara, etnomapeamento, território.Resumo
Realizar uma etnografia dos mapas, por meio de uma reflexão crítica sobre um processo de etnomapeamento realizado junto ao povo Potiguara (PB) configura o objetivo principal do presente artigo. Tal etnomapeamento foi proposto pela Fundação Nacional do Índio (Funai) como forma de identificar e descrever conflitos envolvendo a prática da carcinicultura e do cultivo de cana-de-açúcar bem como a sobreposição entre uma unidade de conservação, terras e territórios indígenas em questão. Buscamos, ao nos inscrever no processo construir espaços relacionais calcados na etnografia e em técnicas de mapeamento participativo mescladas ao uso de geotecnologias. Argumentamos que os mapas , mesmo não correspondendo às formas de mapear de povos indígenas, quando construídos com respeito e simetria em relação às práticas inseridas nos sistemas de conhecimento do outro, podem configurar poderosas estratégias para o diálogo intercultural, em geral assimétrico. Apontamos também para o fato de que , assim como outros mapas produzidos na região, o processo do etnomapeamento foi re-orientado pelos Potiguara, para fins, principalmente de luta territorial - um processo de "cartografofagia" - onde as técnicas planejadas de "cima", pelo órgão indigenista foram digeridas e tratadas como "mapas indígenas".Downloads
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Publicado
2017-12-31
Como Citar
CARDOSO, Thiago Mota; BULBARELLI PARRA, Lilian; FRÓES MORDECIN, Isabel. MAPAS EM MOVIMENTO: OS (DES)CAMINHOS DE UMA PRÁTICA CARTOGRÁFICA JUNTO AOS POTIGUARA. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 11, n. 2, p. 71, 2017. DOI: 10.22456/1982-6524.74228. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/74228. Acesso em: 28 ago. 2025.
Edição
Seção
ARTIGOS