A URBANIZAÇÃO DOS INDÍGENAS À LUZ DA TEORIA URBANA CRÍTICA

INTERPRETAÇÕES A PARTIR DOS PATAXÓ NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE (MINAS GERAIS, BRASIL)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-6524.130870

Resumen

A presença de indígenas nas cidades tem crescido em todas as regiões do Brasil. Esse fenômeno apresenta uma série de desafios para esses indivíduos, que enfrentam dificuldades para encontrar moradia, acessar serviços básicos e inserirem-se nos mercados de trabalho locais, além de viverem situações de discriminação, violência e privação. Apesar de crescente, a relação entre indígenas e ambientes urbanos ainda passa ao largo dos estudiosos da realidade urbana do país. Acreditamos que os arcabouços analíticos desenvolvidos nas últimas décadas por estudiosos da questão urbana podem contribuir significativamente para uma melhor compreensão do modo como os indígenas ocupam e interagem com os ambientes urbanos. Destacam-se, nesse sentido, as elaborações teórico-metodológicas surgidas no campo da teoria crítica urbana. O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa colaborativa realizada com um grupo de indígenas Pataxó que vivem entre as aldeias da Bahia e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, analisando-a à luz da teoria crítica urbana. As evidências mostram o alcance explicativo dessa abordagem e sua adequação para o entendimento do caso em questão.

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Biografía del autor/a

Marden Barbosa de Campos, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA

Doutor em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR/UFMG) e bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000). Também é Especialista em Gestão e Manejo Ambiental pela Universidade Federal de Lavras. Atualmente é Analista Socioeconômico na Gerencia de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica, da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE e professor colaborador do Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais e da Especialização em Análise Ambiental e Gestão do Território da Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Tem experiência na área de Demografia, com ênfase em Migração

Thiago Barbosa de Campos, UFMG

Thiago possui graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo na Escola de Arquitetura da UFMG. Atualmente cursa doutorado na mesma instituição. No percurso acadêmico desenvolve trabalho colaborativos e estudos sobre assessoria técnica em arquitetura, urbanismo e design junto à povos indígenas além de pesquisar a mobilidade e a inserção em contextos urbanos destes povos. Tem trabalho especialmente junto a grupos da etnia Pataxó na Região Metropolitana de Belo Horizonte e da etnia Xakriabá, no Norte de Minas Gerais. Tem interesse em cartografia social, contra-cartografia, design participativo e outras metodologias colaborativas ligadas à assessoria técnica. Recentemente integrou o projeto de pesquisa "Alternativas de Desenvolvimento Decolonial: uma contra-cartografia de territórios urbanos tradicionais dos povos do Pará e de Minas Gerais, Brasil", parceria entre Universidade de Sheffield, UFMG e UFPA, e o projeto de extensão "Terra Indígena Xakriabá - Monitoramento Comunitário", ligado à UFMG. Desde 2008, Thiago trabalha no desenvolvimento de projetos de arquitetura de edificações e projetos urbanos. Tem experiência na coordenação de equipes multidisciplinares e no uso da tecnologia BIM (Building Information Modeling). Atuou também como professor no curso Arquitetura e Urbanismo da PUC-Minas em disciplinas ligadas ao projeto de edifícios e à elaboração de modelos informacionais para gerenciamento de projetos e obras.

Publicado

2023-04-29

Cómo citar

CAMPOS, Marden Barbosa de; BARBOSA DE CAMPOS, Thiago. A URBANIZAÇÃO DOS INDÍGENAS À LUZ DA TEORIA URBANA CRÍTICA: INTERPRETAÇÕES A PARTIR DOS PATAXÓ NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE (MINAS GERAIS, BRASIL). Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 17, n. 1, p. 420–440, 2023. DOI: 10.22456/1982-6524.130870. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/130870. Acesso em: 3 ago. 2026.

Número

Sección

DOSSIÊ