MEMÓRIA, NARRAÇÃO E CINEMAS INDÍGENAS

AFASTANDO LÓGICAS TUTELARES

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Resumo

O presente artigo discute as noções de memória e narração com base em perspectivas indígenas e não indígenas, buscando evidenciar possibilidades de diálogo entre epistemologias originárias e a tradição ocidental, sem desconsiderar as diferenças ontológicas que atravessam esses encontros. Mobilizando a noção de equivocação, propõe-se uma leitura que não reduza tais diferenças a traduções assimétricas, frequentemente associadas a formas de tutela epistemológica. Após delinear sentidos de memória e narração nessas matrizes, o artigo examina modos de fazer cinema indígena no Brasil, destacando produções que se articulam a regimes coletivos de criação e a cosmologias específicas, orientando-se tanto para a preservação de memórias quanto para o enfrentamento político. Embora essa vertente, frequentemente associada ao documentário, tenha ganhado centralidade, argumenta-se que não constitui um modelo homogêneo nem normativo. Trata-se de uma investigação teórico-epistemológica, de caráter exploratório, que sustenta que a definição de critérios fixos para o cinema indígena tende a reproduzir a lógica do poder tutelar.

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Biografia do Autor

Rodrigo Felipe Ramos de Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorando em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Letras (Teoria e Análise Linguística) pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Graduado em Licenciatura Plena em Letras - Língua e Literatura Portuguesa também pela UFAM.

Adriana Mabel Fresquet, UFRJ

Doutora em Psicopedagogia pela Universidad Católica Argentina – UCA. Mestre em Psicologia pela Universidade de Brasília – UnB. Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-09-20

Como Citar

OLIVEIRA, Rodrigo Felipe Ramos de; FRESQUET, Adriana Mabel. MEMÓRIA, NARRAÇÃO E CINEMAS INDÍGENAS: AFASTANDO LÓGICAS TUTELARES. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 61–92, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/155496. Acesso em: 22 set. 2026.

Edição

Seção

ARTIGOS