PANORAMA DA VIOLÊNCIA NOS TERRITÓRIOS INDÍGENAS DA REGIÃO SUL

UMA INVESTIGAÇÃO DO SIASI ARTICULADA AO BEM-VIVER

Autores

Resumo

Com a homologação da Constituição de 1988, foi reconhecido o direito à autonomia dos Povos Indígenas e sobre os territórios que vivem. Entretanto, o Estado ainda segue sendo um agente violentador. Afirmação que se expressa no Marco Temporal, entraves para a demarcação de novas Terras Indígenas, proteção das já homologadas e toda a desassistência a que os Povos Indígenas estão sujeitos. Neste contexto, este trabalho teve como objetivo construir um possível panorama da violência ao corpo-território dos Povos Indígenas da região Sul do Brasil. Para tanto, foi realizado um estudo ecológico entre 2015 e 2022, pautado nas notificações de violência registradas no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena - SIASI. Os dados apontam para um cenário de violência de gênero, sexual e infantil dentro dos territórios indígenas. Demonstra-se urgente o combate à violência contra crianças e mulheres indígenas e o acesso ao cuidado integral à saúde pautado no Bem-Viver, sobretudo para aquelas que sofrem violência

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Biografia do Autor

Igor Marçal Mena, Universidade Federal do Paraná

Mestrado em andamento no Programa de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, campus Paranaíba. Membro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre Território, Diversidade & Saúde (TeDIS)

Beatriz Kóri Emílio Kaingang, GT Guarita Pela Vida

Indígena Kaingang da Terra Indígena Guarita, Rio Grande do Sul. Membra fundadora e atual presidenta do Movimento das Mulheres Indígenas Kaingang - Grupo de Trabalho Guarita pela Vida. Possui formação em Pedagogia, é especialista em administração, coordenação e orientação educacional. Desenvolve trabalhos voltados para a Educação e Bem-Viver Indígena de sua comunidade.

Jaqueline Medeiros Silva Calafate, Núcleo Pedagógico e Científico da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde

Pós Doutora em Psicologia Social (UFS) (2024). Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB (2022). Mestre em Desenvolvimento Regional e Políticas Públicas de Saúde pela UFT (2014). Especialista em Psicologia Social e Antropologia (2019), Saúde Coletiva e Saúde Indígena (2020), Bacharel em Psicologia (2012). Faz parte do Núcleo Pedagógico e Científico do Programa Mais Médicos. Pesquisa nas áreas de gênero, atenção psicossocial indígena, bem viver indígena, subjetividades das etnogêneses, violências contra mulheres indígenas.

Clóvis Wanzinack, Universidade Federal do Paraná

Pós Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Paraná. Doutor em Desenvolvimento Regional pela Fundação Universidade Regional de Blumenau - FURB. Professor do Curso de Graduação de Administração Pública da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Daniel Canavese de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Sanitarista, Professor Associado IV e Servidor Público Federal. Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudo em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ), Doutor em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP) e Pós-doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília (UnB). Possui atuação com os temas de iniquidades, de estigma, de discriminação e de violências relacionadas aos determinantes sociais de raça/cor e etnia, de origem geográfica, de gênero, de sexualidade e de classe, na perspectiva da interseccionalidade, interculturalidade e intersetorialidade.

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Publicado

2026-01-16

Como Citar

MARÇAL MENA, Igor; KÓRI EMÍLIO KAINGANG, Beatriz; MEDEIROS SILVA CALAFATE, Jaqueline; WANZINACK, Clóvis; CANAVESE DE OLIVEIRA, Daniel. PANORAMA DA VIOLÊNCIA NOS TERRITÓRIOS INDÍGENAS DA REGIÃO SUL: UMA INVESTIGAÇÃO DO SIASI ARTICULADA AO BEM-VIVER. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 19, n. 3, p. 92–109, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/147839. Acesso em: 29 ago. 2026.

Edição

Seção

DOSSIÊ