EDUCAÇÃO DO CAMPO E ALDEAMENTO CURRICULAR: OUTRA UNIVERSIDADE É POSSÍVEL?
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-6524.128151Resumen
No Brasil, as tensões presentes na escalda da violência política, com forte crescimento dos números de assassinatos de ambientalistas e dos povos indígenas, colocam em evidência os projetos de sociedade em disputas. Por um lado, tais tensões destacam o pensamento educacional difundido nas intuições educativas e, assim, as identidades que foram/estão sendo forjadas nesses espaços. Por outro, essas tensões ressaltam a colonialidade e o capitalismo que, como origem e alimento da engenharia do racismo, instauram a morte e a destruição. Nesse sentido, o presente texto – apresentado no formato de conferência – discute o racismo, fortemente instalado nas universidades brasileiras, que compõe a disputa epistêmica da narrativa da exclusão e da libertação. Na pauta da exclusão, o texto propõe reflexões político-analíticas para pensarmos os povos indígenas na universidade, não apenas no campo das disputas físicas; mas, também, no campo epistêmico para questionarmos as marcas da colonização e do racismo estrutural. Por sua vez, enquanto narrativa de libertação, o texto apresenta as potencialidades da Educação do Campo enquanto uma, das muitas possibilidades, de transgressão e subversão das lógicas racista, genocida e ecocida, presentes no pensamento educacional brasileiro.
