OS POVOS INDÍGENAS DO OPARÁ E A EDUCAÇÃO INTERCULTURAL

UMA ETNOGRAFIA CRÍTICA

Autores

Palavras-chave:

Educação Escolar Indígena. Descolonização. Línguas Autóctones.

Resumo

Os povos indígenas do Opará fazem uso da Educação Escolar Indígena em suas práticas pedagógicas no processo de ressignificação sociocultural necessário à manutenção da cultura ancestral. Este estudo procura focalizar as práticas para a manutenção/revitalização das línguas autóctones, apresentando o fazer pedagógico de professores e professoras Truká, no semiárido pernambucano. A partir de uma pesquisa qualitativa, de cunho etnográfico, apresento entrevistas realizadas entre 2018 e 2021, no intuito de apresentar a Intercultural como mecanismo de conhecimento e reivindicações de direitos, visando a valorização das culturas e dos saberes ancestrais, principalmente, na luta contra o silenciamento das línguas autóctones, imposto por séculos de dominação, exploração e preconceitos. Os resultados apontam para a necessidade de mais estudos sobre a perdas (extermínios) das línguas indígenas no Nordeste brasileiro, mas sinalizam a importância das políticas de acesso e permanência de indígenas nas instituições de Ensino Superior, desenvolvendo pesquisas e construindo uma nova história da educação diferenciada que a constituição brasileira propõe. Foi possível perceber o caráter decolonial nas práticas educativas dentro e fora das escolas da Aldeia de Assunção em práticas que sustentam os saberes ancestrais e promovem a educação intercultural, necessária à manutenção dos povos originários brasileiros.

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Biografia do Autor

Roberto Remígio Florêncio, IFSertãoPE / UFBA

Doutorando em Educação pela UFBA; Mestre em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos pela UNEB; Licenciado em Letras (UPE) e em Pedagogia (UNEB).

Pedro Rodolpho Jungers Abib, UFBA

Pós-Doutor em Estudos Lusófonos pela Universidade Nanterre La Defense-Paris X (2014) e Pós-Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa (2009); Doutor em Ciências Sociais aplicadas à Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2004) e mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia (1997). Professor Associado da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Líder do Grupo de Pesquisa GRIÔ: "Culturas Populares, Ancestralidades e Educação", ligado ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFBA.

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Publicado

2022-04-30

Como Citar

FLORÊNCIO, R. R.; ABIB, P. R. J. OS POVOS INDÍGENAS DO OPARÁ E A EDUCAÇÃO INTERCULTURAL: UMA ETNOGRAFIA CRÍTICA. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 105–136, 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/117413. Acesso em: 7 dez. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS