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Autores

  • Michel Santos e Cunha Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Rodrigo dos Santos Albuquerque Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • José Gonçalo Monteiro Campos Centro de Educação Profissional DNA
  • Thiago da Silva Cardoso Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Lucas Santos Carvalho Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Luisa Pucci Bueno Borges https://orcid.org/0000-0002-3994-3570
  • Sheyla Farhayldes Souza Domingues Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA) https://orcid.org/0000-0002-6017-7647
  • Érika Renata Branco Institute of Animal Health and Production, Federal Rural University of the Amazon, Belém, Pará, Brazil.
  • Francisco Décio de Oliveira Monteiro Campus Araguatins, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins (IFTO) https://orcid.org/0000-0003-3598-5826
  • Pedro Paulo Maia Teixeira Instituto de Medicina Veterinária (IMV), Universidade Federal do Pará (UFPA) https://orcid.org/0000-0001-8828-8675

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.154072

Palavras-chave:

common sloth, computed tomography, pelvic morphometry, pelvic radiography, xenarthran morphology

Resumo

Contexto: A preguiça-de-garganta-marrom (Bradypus variegatus) é um xenartro arborícola das florestas neotropicais, que apresenta adaptações para locomoção suspensória. A cintura pélvica constitui um elemento estrutural fundamental em mamíferos, servindo como a principal interface para a transferência de peso entre o esqueleto axial e os membros posteriores, contribuindo para a mecânica da locomoção. A morfologia pélvica é importante para compreender os resultados do parto, sendo a desproporção cefalopélvica uma das principais causas de distocia em espécies domésticas e selvagens. A pelvimetria, realizada por radiografia ou tomografia, constitui numa técnica que pode ser usada para avaliar a morfologia pélvica, prever o risco de distocia e estimar parâmetros biológicos em animais domésticos e espécies silvestres. No entanto, não existem dados pelvimétricos publicados para B. variegatus. Este estudo foi conduzido para preencher essa lacuna de conhecimento por meio de análises tomográficas e radiográficas da pelve desta esp´ecie. Os objetivos deste estudo foram caracterizar morfometricamente as dimensões pélvicas das amostras incluídas, classificar a tipologia pélvica e investigar as correlações entre as dimensões pélvicas e o tamanho corporal. Materiais, Métodos e Resultados: Foram utilizados nove cadáveres congelados de Bradypus variegatus, obtidos de admissões de rotina ao Hospital Veterinário. As amostras foram classificadas em categorias de idade/peso de acordo com critérios estabelecidos: natimortos (n = 2), filhotes (n = 5) e juvenis (n = 2). A distribuição por sexo foi de seis machos, uma fêmea e dois indeterminados (natimortos). Antes da obtenção das imagens, cada espécime foi pesado e o comprimento do corpo foi medido desde o ponto de transição crânio-cervical até a última vértebra caudal. Um macho juvenil foi submetido a tomografia computadorizada da pelve e oito cadáveres foram submetidos a exame radiográfico nas projeções ventro-dorsal e dorso-ventral. Dez diâmetros pélvicos foram medidos digitalmente: diâmetro bi-ilíaco superior (DBIS), distância entre as cristas ilíacas (DCI), diâmetro bi-ilíaco médio (DBIM), diâmetro bi-ilíaco inferior (DBII), distância entre os tubérculos da sínfise púbica (DTSP), distância entre as tuberosidades isquiáticas (DTI), diâmetro diagonal direito (DDD), diâmetro diagonal esquerdo (DDE), diâmetro sacropúbico (DSP) e distância entre as espinhas isquiáticas (DEI). A área da entrada pélvica (AEP) foi calculada como (DBIM/2) × (DSP/2) × π. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o software BioEstat versão 5.3 (Instituto Mamirauá, Amazonas, Brasil). Discussão: Este estudo fornece o primeiro conjunto de dados pelvimétricos quantitativos para Bradypus variegatus. As principais especificações incluem o tamanho modesto da amostra (n = 9) e a ausência de espécimes adultos, o que impede a caracterização da morfologia pélvica de animais adultos e a avaliação do dimorfismo sexual. Aumentos progressivos em DBIS, DBII e AEP podem fundamentar tratamentos baseados em evidências em contextos de reabilitação. A conformação mesatipélvica sugere que as investigações de distocia devem priorizar fatores fetais, anormalidades de posicionamento e paridade materna, embora a confirmação exija estudos que incluam fêmeas adultas e observações de gestação. A abordagem de dupla modalidade demonstra que a tomografia computadorizada (TC) fornece detalhes anatômicos superiores, enquanto a radiografia permite profundidade lineares. Esses achados são fundamentais para veterinários em programas de reprodução em cativeiro para essa espécie ameaçada, que enfrenta fragmentação de habitat e ameaças antropogênicas. As prioridades de pesquisa futura incluem a expansão deste conjunto de dados para incluir adultos de ambos os sexos, a validação da precisão in vivo e a integração de dados pelvimétricos com a miologia e biomecânica dos membros pélvicos para posterior aplicação na avaliação da saúde reprodutiva e na conservação da espécie.

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-09-03

Como Citar

Santos e Cunha, M., dos Santos Albuquerque, R., Monteiro Campos, J. G., da Silva Cardoso, T., Santos Carvalho, L., Bueno Borges, L. P., … Maia Teixeira, P. P. (2026). english. Acta Scientiae Veterinariae, 54. https://doi.org/10.22456/1679-9216.154072

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