Pitiose: uma micose emergente

Autores

  • Janio Morais Santurio UFSM
  • Sydney Hartz Alves UFSM
  • Daniela Brayer Pereira PUCRS
  • Juliana Siqueira Argenta UFSM

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.15060

Palavras-chave:

Pitiose, Pythium insidiosum, Coelhos, Zoósporos, Imunoterapia, Oomycota, Cavalos

Resumo

A pitiose é uma enfermidade piogranulomatosa do tecido subcutâneo causada pelo

 

 

Pythium insidiosum, microrganismo classificado no Reino Straminipila, Classe Oomycetes, Ordem Pythiales, Família Pythiaceae, Gênero Pythium e espécie P. insidiosum. Acomete várias espécies animais, porém a doença é mais freqüentemente observada em equinos, podendo, também, afetar os humanos. Epidemiologicamente a pitiose está intimamente relacionada com o contato dos animais e humanos com águas contaminadas pelo agente, onde produz zoosporos móveis que constituem-se na forma infectante do Pythium insidiosum. A enfermidade em eqüinos caracteriza-se principalmente pelo desenvolvimento de lesões subcutâneas ulcerativas e granulomatosas de aparência tumoral com presença de massas branco-amareladas, chamadas internacionalmente de “kunkers”. Já nas outras espécies a formação dos “kunkers” não é observada. O diagnóstico de pitiose é realizado pelos sinais clínicos, histopatologia, isolamento e identificação do agente, técnicas sorológicas como imunodifusão, ELISA e imunohistoquímica e mais recentemente por PCR. A doença destaca-se pela dificuldade no tratamento, uma vez que as drogas antifúngicas disponíveis não mostram eficiência contra o Pythium insidiosum. Atualmente a utilização de imunoterápicos constitui-se na alternativa de terapia em eqüinos, com resulatados animadores. Este trabalho tem por objetivos revisar os aspectos taxonômicos, epidemiológicos clínicos e histopatológicos da pitiose em diversas espécies. Também são abordados as técnicas diagnósticas e as perspectivas imunoterápicas.

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Biografia do Autor

Janio Morais Santurio, UFSM

Sydney Hartz Alves, UFSM

 

 

 

Departamento de Microbiologia, Laboratório de Pesquisas Micológicas (LAPEMI), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Santa Maria,RS, Brasil.

Daniela Brayer Pereira, PUCRS

 

 

 

Faculdade de Veterinária, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Uruguaiana,RS/Brasil.

Juliana Siqueira Argenta, UFSM

 

 

 

Departamento de Microbiologia, Laboratório de Pesquisas Micológicas (LAPEMI), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Santa Maria,RS, Brasil.

Publicado

2018-06-27

Como Citar

Santurio, J. M., Alves, S. H., Pereira, D. B., & Argenta, J. S. (2018). Pitiose: uma micose emergente. Acta Scientiae Veterinariae, 34(1), 1–14. https://doi.org/10.22456/1679-9216.15060

Edição

Seção

Review

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