Epididymal Primary Mast Cell Tumor in a Dog

Autores

  • Geórgia Modé Magalhães Federal Institute of Education, Science and Technology of the South of Minas Gerais (IFSULDEMINAS), Muzambinho, Minas Gerais, Brazil https://orcid.org/0000-0002-0195-9817
  • Elzylene Léga Educational Foundation of Ituverava, Ituverava, São Paulo, Brazil.
  • Rafael Torres-Neto VETMOL - Diagnóstico em Patologia Molecular Veterinária e Pesquisa, Botucatu, São Paulo, Brazil https://orcid.org/0000-0001-8523-8541
  • Valéria Amorim Conforti Washington State University, Washington State University: Pullman, Washington, USA.
  • Renée Laufer Amorim Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Botucatu, São Paulo, Brazil https://orcid.org/0000-0002-8653-7938
  • Camila Ângela Marques Vila Velha University, Vila Velha, Espírito Santo, Brazil https://orcid.org/0000-0002-7031-4975
  • Thaís Gomes Rocha Vila Velha University, Vila Velha, Espírito Santo, Brazil https://orcid.org/0000-0002-0434-8210
  • Cristiane dos Santos Honsho Vila Velha University, Vila Velha, Espírito Santo, Brazil https://orcid.org/0000-0002-5307-8552

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.126619

Resumo

Introdução: Na literatura existem poucas descrições de neoplasias do epidídimo em animais domésticos, principalmente considerando os tumores primários. Nos poucos relatos encontrados na literatura, as lesões foram decorrentes da invasão de neoplasia testicular ou paratesticular, como carcinoma papilar em epidídimo de um cão e de um touro e tumores mesenquimais - fibroma/fibrossarcoma, leiomioma/leiossarcoma. Em contrapartida, os mastocitomas são a segunda neoplasia mais prevalente em cães no Brasil, acometendo principalmente a pele. O objetivo desse relato é descrever pela primeira vez um mastocitoma de baixa malignidade no epidídimo de um cão sem raça definida, sem metástase ou recidiva em um período de acompanhamento de 2 anos.

Caso: Um cão sem raça definida, macho, de 10 anos de idade, foi encaminhado para avaliação pré-cirúrgica para orquiectomia eletiva. Ao exame físico foi identificado aumento de volume de aproximadamente dois centímetros com aspecto irregular à palpação no pólo cranial do testículo esquerdo. No período transcirúrgico, observou-se aumento do volume testicular (4 cm de comprimento x 2 cm de largura), com consistência firme na região do vaso deferente com alterações macroscópicas na região. O testículo foi seccionado e os fragmentos encaminhados para avaliação histopatológica em formaldeído tamponado a 10%. Havia infiltrado neoplásico altamente celular circunscrito, distribuído em leçol e separado por estroma fibrovascular, e células neoplásicas arredondadas com moderada quantidade de granulação citoplasmática basofílica, e discreta anisocitose e anisocariose. Os núcleos eram arredondados com cromatina vesicular com um ou dois nucléolos distintos. Não foram observadas figuras de mitose em dez campos de alta amplificação (400x). Poucos eosinófilos foram distribuídos por toda a população de células neoplásicas. A imunohistoquímica mostrou imunocoloração para proteína KIT com coloração perimembranosa em 95% dos mastócitos neoplásicos, fornecendo um padrão KIT 1. Não houve coloração nuclear positiva para Ki67 em nenhuma célula dos cortes histológicos examinados. Foi diagnosticado um mastocitoma grau II (baixo grau de malignidade). Após o diagnóstico, o animal foi submetido a avaliação radiográfica de ultrassonografia de tórax e abdome, e nova inspeção física em busca de nódulos, placas, lesões de pele ou massas subcutâneas. Não houve metástases em tórax e cavidade abdominal, nem alterações físicas, podendo-se inferir que o epidídimo foi o sítio primário do mastocitoma. Após dois anos de orquiectomia, não houve recidiva e nenhum tratamento quimioterápico foi realizado.

Discussão: Os mastocitomas extracutâneos são incomuns em animais, mas têm sido relatados em mucosa oral e nasal, nasofaringe, laringe, traqueia, intestino, linfonodos viscerais, baço, fígado, medula espinhal, intestino, ureter, conjuntiva, pulmão e mais recentemente na glândula lacrimal da terceira pálpebra. No entanto, na avaliação dos autores, essa é a primeira descrição de mastocitoma no epidídimo em cães. O diagnóstico foi estabelecido pelo exame histopatológico, que revelou mastocitoma epididimal grau II e avaliação imunohistoquímica (KIT e Ki-67) como sendo de baixa agressividade. O diagnóstico de tumor primário foi confirmado pois o estadiamento foi estabelecido após o diagnóstico histopatológico, envolvendo radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal, avaliação cutânea em busca de nódulos, placas, lesões cutâneas e subcutâneas, e não revelou outras anormalidades ou metástases não identificadas em a avaliação pré-operatória. Além disso, a imunocoloração com KIT e Ki-67 reafirmou o baixo grau de malignidade e o potencial de metástases, o que pode ser observado pelo acompanhamento assintomático do paciente dois anos após a excisão cirúrgica.

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Arquivos adicionais

Publicado

2023-04-10

Como Citar

Modé Magalhães, G. ., Léga, E. ., Torres-Neto, R., Amorim Conforti, V. ., Laufer Amorim, R. ., Marques, C. Ângela, … dos Santos Honsho, C. (2023). Epididymal Primary Mast Cell Tumor in a Dog. Acta Scientiae Veterinariae, 51. https://doi.org/10.22456/1679-9216.126619

Edição

Seção

Case Report