Locoregional Anesthesia Due to Tumescence in Bilateral Total Mastectomy of Goats
DOI:
https://doi.org/10.22456/1679-9216.124154Resumo
RESUMO
Backgrund: Mastite é a inflamação da glândula mamária ou úbe, independentemente de sua origem, severidade ou evolução. A mastectomia total bilateral é indicada em casos de mastite supurativa, mastite gangrenosa crônica, neoplasias ou úbere, é considerada um procedimento seguro, com complicações e eficaz em ruminantes. Para a mastectomia é preconizado o decúbito dorsal e por ser um procedimento de longa duração optou-se pela anestesia geral de forma conjunta a técnica de tumescência com objetivo de analgesia transanestésica e pós-operatória. O presente relator o protocolo de geral utilizado para dois caprinos especificados a mastectomia total bilateral associado a bloqueio locorregional por tumescência, técnica não objetivo descrito na espécie caprina.
Caso:Duas fêmeas caprinas, sem raça definida, e aproximadamente 3 anos de idade deram entrada no Hospital Veterinário de Grandes Animais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (HVGA/UFRRJ), com o histórico de mastite recorrente. Verificou-se aumento de volume do úbere e presença de secreção purulenta durante a ordenha. Um dos animais havia parido há cerca de 20 dias. Preconizou-se o tratamento cirúrgico através da mastectomia total bilateral para ambos animais, por não apresentarem resposta satisfatória a antibioticoterapia, aumento excessivo e perda funcional do aparelho mamário. Para o procedimento foi estabelecido jejum alimentar de 48 horas e hídrico de 24 horas. Os protocolos anestésicos utilizados consistiram em sedação prévia com 0,05 mg/kg de xilazina 2% pela via intramuscular, indução anestésica com 10 mg/kg de cetamina e 0,1 mg/kg de midazolam ambos por via intravenosa. Realizou-se a intubação orotraqueal e conexão ao circuito anestésico para manutenção através de anestesia inalatória com isoflurano e oxigenioterapia. Em seguida em um frasco de solução ringer com lactato de 500 ml, acrescentou-se 40 ml de lidocaína 2% sem vasoconstritor e 0,5 ml de adrenalina 0,25mg/ml, 10 ml/kg da solução foram injetados no tecido subcutâneo da região das cadeias mamárias por meio de uma cânula de Klein após devida antissepsia local. Após a administração da solução tumescente observa-se que a área abrangida se apresenta com a formação de um gel e há ocorrência de sangramento mínimo, comparada com a técnica convencional. Os animais foram monitorados quanto ao grau de analgesia com registro dos sinais vitais a cada 15 minutos, ao término da cirurgia administrou-se 25mg/kg de dipirona, 0,1 mg/kg de morfina e 0,5 mg/kg de meloxicam para analgesia pós-operatória. Adicionalmente foi administrado 50.000 U.I. de soro antitetânico (dose única) e 10 mg/kg de oxitetraciclina, ambos por via intramuscular. Nas 24 horas seguintes não foram observados sinais dor à palpação da ferida cirúrgica nos animais, porém o caprino 1 apresentou-se apático e inapetente, com melhora no quadro clínico somente com 48 horas após a cirurgia.
Discussion: A escolha da conduta cirúrgica resultou na melhora das condições clínicas dos animais e o protocolo anestésico utilizando a anestesia inalatória e o bloqueio locorregional (tumescência) mostrou-se eficiente para a realização na espécie caprina, contribuindo para a analgesia transanestésica e pós-operatória, sendo facilmente aplicado para ruminantes que necessitem de intervenções cirúrgicas em região de cadeias mamárias.
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