Melanoma Ocular em Coroide com Metástase Multissistêmica em um Cão

Ocular Choroidal Melanoma with Multisystemic Metastasis in a Dog

Autores

  • Eduarda Keil Private Veterinary Practitioner, Porto Alegre, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-2063-9958
  • Beatriz Lopes Simão Private Veterinary Practitioner, Porto Alegre, RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-7421-7654
  • Cibele Ribeiro Hospital Veterinário Bichos do Sul, Guaíba, RS.
  • Claudia Oliveira Mirapalhete Faculdade de Medicina Veterinária Cruzeiro do Sul (Cesuca), Cachoeirinha, RS. https://orcid.org/0009-0000-5734-5243
  • Diego Mollerke Norte Vet Assistance Clínica Veterinária, Porto Alegre.
  • Guilherme Oliveira da Silva Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), Porto Alegre https://orcid.org/0009-0009-9631-7582
  • Taiara Müller da Silva Axys Análises Diagnóstico Veterinário e Consultoria Ltda., Porto Alegre. https://orcid.org/0000-0002-7999-5412
  • Ana Carolina Barreto Coelho Faculdade de Medicina Veterinária, Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), Porto Alegre https://orcid.org/0000-0002-5047-7363

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.143446

Palavras-chave:

metástase, neoplasia ocular, oftalmologia, sistema nervoso central

Resumo

Antecedentes melanoma é uma neoplasia maligna de origem melanocítica, oriunda do folheto neuroectodérmico. Os tumores de origem melanocítica são as neoplasias primárias mais comuns do bulbo ocular em cães. Além disso, o melanoma intraocular maligno corresponde a aproximadamente 15% das neoplasias oculares em cães, geralmente com surgimento da úvea anterior, ocorrendo na íris ou no corpo ciliar, e, recentemente, na coroide. Visto que foram relatados casos raros com metástase sistêmica de melanoma, relata-se um caso de metástase multissistêmica em um cão com melanoma ocular em coroide e íris, descrevendo as características clínicas e patológicas do mesmo.

Caso foi encaminhado para o Complexo Médico Veterinário do Centro Universitário Ritter dos Reis um canino, sem raça definida, fêmea, de 12 anos de idade, pesando 27kg, com histórico de aumento de volume na região significativa do olho esquerdo, associado às lesões sangüíneas na cavidade ocular. Os sinais clínicos relatados foram prostração, oscilando com momentos de melhoria, febre, vômito, perda de apetite, com episódios de hipoglicemia mesmo após alimentação por sonda nasoesofágica, mucosas pálidas e frequência respiratória e cardíaca e temperatura corporal dentro dos padrões de normalidade. Nos exames hematológicos e bioquímicos, observou-se anemia discreta, além de uréia, creatinina e cloro levemente aumentados. No ultrassom abdominal, foram evidenciadas alterações sugestivas de gastrite e fígado toxêmico. Na radiografia, em projeção ventro-dorsal e látero-lateral esquerda da face, visualizou-se aumento de volume com densidade de tecidos moles na região orbital esquerda, sem comprometimento ósseo. No exame de ultrassonografia na região do nódulo ocular, foi observada formação nodular densa, hiperecogênica, com áreas cavitárias. Realizou-se citologia do nódulo ocular, não qual se obteve a interpretação de neoplasia melanocítica. Devido ao prognóstico ruim e piora do quadro clínico, o paciente foi eutanasiado, sendo posteriormente submetido à necropsia e exame histopatológico, no qual, observado-se, em bulbo ocular esquerdo, nódulo de 3cm, na posição interna, com apresentação exofítica e ulcerada, enegrecido, com áreas brancascentas. Nos pulmões, rim, coração e região topografia de quiasma óptico detectaram-se nódulos semelhantes ao nódulo descrito no bulbo ocular. Ao exame histopatológico do bulbo ocular, as normas neoplásicas de melanócitos se estendem por toda a coroide, e infiltrando também tecido adiposo adjacente e íris. Em pulmões, rim, coração e quiasma óptico, intraocular-se terapêutica neoplásica semelhante. Dessa forma, obteve-se o diagnóstico morfológico de melanoma difuso bem diferenciado em coroide e íris, com metástase em pulmões, rim, coração e quiasma óptico.

Discussão o melanoma é comum no cão e incomum em outras espécies domésticas, acometendo cães adultos a idosos, com idade entre 7 a 11 anos. No presente relato, a regulamentação neoplásica acometeu a região de coroide, sendo o local de menor ocorrência. Além disso, relata-se metástases sistêmicas, com presença de exame neoplásico em locais procurados como quiasma óptico, aro e coração. Em rim e coração, evidenciou-se neoplásica de melanócitos sem a presença de pigmento intracitoplasmático, assim como observada de forma parcial em globo ocular e quiasma óptico, demonstrando perda da diferenciação celular e sendo classificada como amelanóticos.

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Referências

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Arquivos adicionais

Publicado

2025-08-07

Como Citar

Keil, E., Lopes Simão, B., Ribeiro, C., Oliveira Mirapalhete, C., Mollerke Norte, D., Oliveira da Silva, G., … Barreto Coelho, A. C. (2025). Melanoma Ocular em Coroide com Metástase Multissistêmica em um Cão: Ocular Choroidal Melanoma with Multisystemic Metastasis in a Dog. Acta Scientiae Veterinariae, 53. https://doi.org/10.22456/1679-9216.143446

Edição

Seção

Case Report

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