Aumento na sobrevivência após vitrificação de oócitos bovinos imaturos em recipientes com maior condutividade e nitrogênio super-resfriado

Authors

  • Silverio Bunn UDESC
  • Fabiano Buss Cruz UDESC
  • Cesar Augusto Ferraz Pedrazzi
  • Marcelo Bertolini UDESC
  • Arnaldo Diniz Vieira UDESC
  • Alceu Mezzalira UDESC

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.17296

Keywords:

Vácui, Micropipeta de vidro, Palheta de metal, OPS, Oócitos, Bovinos

Abstract

A condutividade térmica do recipiente pode alterar a velocidade de resfriamento e reaquecimento, durante a criopreservação de oócitos, influenciando sua viabilidade. Recipientes de diferentes condutividades térmicas foram comparados na vitrificação de oócitos bovinos. Oócitos imaturos (n=1454) foram expostos a uma solução de 20% EG + 20% DMSO e 0,5 M Sacarose, envasados em PM (palheta metálica inoxidável, n=265), MV (micropipeta de vidro, n=279), PB (palheta cortada em bisel, n=280), OPS (

 

open pulled straw, n=272) e vitrificados em nitrogênio submetido ao vácuo. O reaquecimento foi realizado por 5 minutos de exposição a cada solução de sacarose (0,30 e 0,15 M), aquecidas a 35ºC. Como controle, 358 oócitos foram mantidos frescos, sem vitrificar. Os oócitos foram maturados e fecundados, sendo os prováveis zigotos cultivados em meio SOFaaci, a 39ºC, com 5% CO2, 5% O2 e 90% N2, em umidade saturada. Não foram verificadas diferenças nas taxas de clivagem entre os tratamentos, que foram inferiores (p < 0,05) ao grupo controle. Nos grupos vitrificados, maior taxa de blastocisto foi obtida com o tratamento PM (10,2%), que foi superior (p < 0,05) aos tratamentos OPS (6,1%) e PB (6,1%), não diferindo do grupo MV (8%), embora com tendência de ser superior (p < 0,1). Os grupos tratados tiveram semelhantes taxas de eclosão que, todavia, foram inferiores ao controle. Conclui-se que o aumento da velocidade de resfriamento melhora a viabilidade após a vitrificação de oócitos bovinos imaturos, sendo que as palhetas metálicas, de maior condutividade, são mais efetivas do que as palhetas plásticas (OPS e PB), embora sem diferir da micropipeta de vidro (MV).

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Author Biographies

Silverio Bunn, UDESC

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Fabiano Buss Cruz, UDESC

 

 

Laboratório de Reprodução Animal Prof. Assis Roberto de Bem, Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC/Brasil.

Cesar Augusto Ferraz Pedrazzi

 

 

Médico Veterinário Autônomo, Sorocaba/SP.

Marcelo Bertolini, UDESC

 

 

Laboratório de Reprodução Animal Prof. Assis Roberto de Bem, Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC/Brasil.

Arnaldo Diniz Vieira, UDESC

 

 

Laboratório de Reprodução Animal Prof. Assis Roberto de Bem, Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC/Brasil.

Alceu Mezzalira, UDESC

 

 

Laboratório de Reprodução Animal Prof. Assis Roberto de Bem, Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Lages, SC/Brasil..

Published

2018-03-30

How to Cite

Bunn, S., Cruz, F. B., Pedrazzi, C. A. F., Bertolini, M., Vieira, A. D., & Mezzalira, A. (2018). Aumento na sobrevivência após vitrificação de oócitos bovinos imaturos em recipientes com maior condutividade e nitrogênio super-resfriado. Acta Scientiae Veterinariae, 36(3), 255–261. https://doi.org/10.22456/1679-9216.17296

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