Aprimoramento da PCR para Mycoplasma gallisepticum pelo encurtamento do "amplicon" e ajustes no processamento da amostra
DOI:
https://doi.org/10.22456/1679-9216.14974Keywords:
Galinhas, Micoplasmose, Mycoplasma gallisepticum, Diagnóstico, PCR, AmpliconAbstract
A micoplasmose por
Mycoplasma gallisepticum (MG) causa enormes prejuízos aos avicultores e, apesar disto, ainda carece de aprimoramento diagnóstico. O diagnóstico molecular, principalmente PCR, tem sido aprimorado pela facilidade em detectar o agente de forma direta e ser um método rápido e eficaz. Neste estudo, desenvolveu-se uma PCR para MG com “amplicon” de 481 pares de base (pb), denominado MG-PCR/481, no qual se utilizou um método simples de processamento das amostras, constituídas de cultivos de diferentes cepas de MG e suabes de traquéia de galinhas poedeiras de um plantel positivo para MG. Esse processamento, que não incluiu a etapa de purificação de DNA, consistiu de tratamento das amostras com uma mistura de dois detergentes não iônicos, digestão com protease e calor. A eficácia do MG-PCR/481, cujos “primers” foram oriundos da porção interna de um fragmento de 732 pb de DNA de MG que havia sido usado previamente para a elaboração do MG-PCR/732, com processamento envolvendo as etapas de extração e purificação. MG-PCR/732 com esse método de processamento foi capaz de detectar consistentemente um número de células de MG equivalente a 5.4 x 102 e inconsistentemente, um positivo em cinco tentativas, em se tratando de quantias inferiores. Por outro lado, MG-PCR/481 foi um logarítimo mais sensível que o anterior, sob as mesmas condições. Com suabe de traquéia, em estudo piloto, o MG-PCR/481 com este método de processamento também funcionou, pelo resultado de 70/% (7/10) obtido para as aves testadas. O MG-PCR/481 foi mais sensível que o outro com “amplicon” de 732 pares de base (MG-PCR/732), mantendo a mesma especificidade. De acordo com esses resultados, o MG-PCR/481 é apresentado como mais uma opção ao diagnóstico molecular da infecção por MG.
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