ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA NO CAMPO EVANGÉLICO: COMENTÁRIO AO ARTIGO DE CHRISTINA VITAL DA CUNHA "IRMÃOS CONTRA O IMPÉRIO: EVANGÉLICOS DE ESQUERDA NAS ELEIÇÕES 2020 NO BRASIL"

Marina Basso Lacerda

Resumo


O artigo de Vital da Cunham analisa a presença de articulações evangélicas de esquerda, progressistas ou populares nas eleições de 2018. Infere-se do texto que, contra a hegemonia socioeconômica e política excludente, esses religiosos, minoritários – dos candidatos evangélicos identificados pela autora no pleito, apenas 15% se filiavam a partidos de esquerda – também atuam contra o “império” conservador no campo protestante. Se as articulações, de um lado, como demostra a pesquisa, mobilizam a linguagem mais contemporânea no campo reivindicatório, por outro refletem a tradição do movimento ecumênico no Brasil. A reação vinda do campo conservador, por sua vez, usa linguagem que remete ao histórico anticomunista da direita cristã, desde a Guerra Fria. O trabalho de Vital da Cunha é relevante para jogar luz para as estratégias de resistência e enfrentamento desses grupos minoritários no universo protestante, sobretudo pentecostal.

Palavras-chave


Evangelismo; Direita; Esquerda; Ecumenismo.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8136.116252



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Porto Alegre: UFRGS, IFCH, PPGAS, 1997 – Semestral - ISSN 1519-843X – ISSN 1982-8136 (eletrônico) Os conteúdos de Debates do NER estão licenciados em CC BY.