Como sobreviver na sociedade líquida?

Diego Pereira

Resumo


Última obra de Umberto Eco (1932-2016), “Pape Satàn Aleppe: crônicas de uma sociedade líquida” (2017), ou, em italiano, sua versão original, “Pape Sàtan Allepe: cronache di uma societá liquida” (2016), reúne algumas de suas crônicas publicadas na coluna que mantinha, desde 1985, na revista L’Espresso — todas correspondentes a “[...] breves anotações e divagações sobre os mais variados temas [...] — em geral, inspirados na atualidade” (ECO, 2017[2016], p. 7). O próprio título de sua coluna, uma alusão às “caixinhas de fósforos Minerva”, cujo interior “oferecia dois espaços em branco, nos quais era possível tomar notas” (ECO, 2017[2016], p. 7), sugere esse objetivo. De lá para cá, boa parte dessa produção foi recuperada pelo autor em quatro compilações: algumas daquelas originalmente publicadas entre 1985 e o início da década de 90 encontram-se em Il secondo diario minimo (1992); entre a década de 90 e o início dos anos 2000, em La Bustina di Minerva (2001) e A passo di gambero (2006); e, entre 2000 e 2015, no livro objeto desta resenha, não por acaso publicado sob o título principal Pape Satàn Aleppe (2016). Essas palavras, extraídas de um verso d’A Divina Comédia, servem a Eco (2017[2016]) justamente por seu significado difuso, também explorado no poema dantesco: “confundem as ideias e podem se prestar a qualquer diabrura” (ECO, 2017[2016], p. 8). E, conforme ele mesmo confessa, a citação traduz sua “coletânea que [...] é desconexa, vai do galo ao asno [...] e reflete a natureza líquida destes quinze anos [2000-2015]” (ECO, 2017[2016], p. 8) — a costura que permite o alinhavo dessas suas crônicas, agora republicadas.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.104068

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