Das viagens e exílios de Alejo Carpentier

Amanda Brandão Moreno

Resumo


Alejo Carpentier, a exemplo de outros grandes nomes da literatura universal, foi um grande viajante. Seus deslocamentos tiveram motivações múltiplas e não raro se deveram ao exílio, à impossibilidade do dizer e do existir num determinado lugar tal como se entendia e queria ser. No entanto, na dimensão da experiência, nem sempre os relatos do autor sobre os tempos de exílio e expatriação denotam necessariamente uma fratura identitária, uma forma de não ser. Percebemos, ao contrário, relatos biográficos de exílios marcados por descobrimentos e aprendizados sobre sua terra natal, menos que por saudades e sofrimentos. Nesse sentido, este trabalho busca analisar e enfatizar o que é dito textualmente, em detrimento do não dito, buscando observar como se dá a representação da experiência do exílio vivido por Alejo Carpentier, sobretudo no conjunto de sua biografia. Balizam as discussões propostas, entre outros, os trabalhos de Said (2003), Bolaño (2001), Ianni (2003), Montañés (2006) e Rolemberg (1999). Os cotejos realizados apontam para a ideia de que, para o autor em questão, ao contrário do que expressa uma forte corrente sobre o tema, o exílio não foi tanto um trauma, mas um agente propiciador da reflexão e configuração de uma identidade e projeto literário ancorado nesta.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.104063

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Conexão Letras - Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de Letras

Av. Bento Gonçalves, 9500 - Bairro Agronomia

CEP: 91540-000

www.seer.ufrgs.br/conexaoletras

E-mail de contato: revistaconexao.letras@gmail.com