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Artigos

v. 15 n. 23 (2020): Autores no exílio; exílio nas obras literárias: banimento, refúgio ou retiro

Mia Couto – As Areias do Imperador: escrever Portugal, a partir do degredo…

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.104056
Enviado
8 junho 2020
Publicado
08-06-2020

Resumo

a nossa leitura dos últimos três romances do escritor moçambicano Mia Couto centra-se especificamente nas cartas do sargento português Germano de Melo – deportado para Moçambique em punição pelo seu envolvimento na sublevação de «31 de Janeiro» de 1891, em reação de protesto contra a submissão do governo monárquico às exigência britânicas do Ultimatum, no ano anterior. O que é central à nossa leitura é, portanto, não apenas a ideia – trazida por Homi K. Bhabha – da ambivalência do tempo narrativo necessário à escrita da nação moderna, mas também a noção de que a sua correspondência inscreve, em si própria, um certo modo de discurso performativo. O que desencadeou esse olhar com que a lemos foi uma das pequenas histórias que nela podemos encontrar.

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