Mia Couto – As Areias do Imperador: escrever Portugal, a partir do degredo…

José Paulo Pereira

Resumo


a nossa leitura dos últimos três romances do escritor moçambicano Mia Couto centra-se especificamente nas cartas do sargento português Germano de Melo – deportado para Moçambique em punição pelo seu envolvimento na sublevação de «31 de Janeiro» de 1891, em reação de protesto contra a submissão do governo monárquico às exigência britânicas do Ultimatum, no ano anterior. O que é central à nossa leitura é, portanto, não apenas a ideia – trazida por Homi K. Bhabha – da ambivalência do tempo narrativo necessário à escrita da nação moderna, mas também a noção de que a sua correspondência inscreve, em si própria, um certo modo de discurso performativo. O que desencadeou esse olhar com que a lemos foi uma das pequenas histórias que nela podemos encontrar.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2594-8962.104056

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