A REPRESENTAÇÃO FONOLÓGICA DA VIBRANTE NO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Daiane Sandra Savoldi Curioletti, Marcia Meurer Sandri

Resumo


Neste estudo, o status fonológico da vibrante é discutido com base nas teorias estruturalista, gerativista e sociolinguística. A maioria dos estruturalistas confirma a existência de dois fonemas, a vibrante forte e a fraca; já os gerativistas defendem a existência de um só fonema vibrante. Para Câmara Jr. (1953) e Abaurre e Sandalo (2003) é a vibrante forte, para Lopez (1979) e Monaretto (1997) é a vibrante fraca. Muitos ítalo-brasileiros interpretam o tepe [ɾ] e a múltipla [ř] como sendo parte da mesma unidade fonológica (MONARETTO, 1997). Pressupõem-se a existência da vibrante múltipla [ř] na estrutura subjacente do português brasileiro, pois permite derivar todas as formas variantes de maneira simples, natural e com poder de previsão (ABAURRE; SANDALO, 2003).

 


Palavras-chave


status fonológico da vibrante; estruturalismo; gerativismo; sociolinguística.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22456/2236-6385.92720



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