A emergência do sujeito travesti: Marcas de um corpo em trânsito

Autores

  • José Wellington de Oliveira Machado Doutorando em História pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.94930

Palavras-chave:

corpo, gênero, sexualidade

Resumo

O livro Travestis: Carne, Tinta e Papel mostra a emergência do Sujeito Travesti entre a década de 1970 e 1980, na transição do "tempo das perucas" para "o tempo dos hormônios". A pesquisa parte de um rico acervo documental, como revistas e jornais, juntamente com excelentes referências, como Foucault e Preciado, para localizar a emergência desse sujeito dentro da sociedade farmaco-ponográfica. É dentro desse contexto que aparecem as figuras paradigmáticas de Rogéria e Roberta Close e as interlocutoras Thina e Rogéria. Estamos diante da construção das identidades de "travesti de verdade" e de "mulher (transexual) de verdade", com todas as suas condições e contradições. É o tempo da exibição do cilicone e da cirurgias nas revistas, na TV, nos programas de auditório, nos teatros, nas boates e nas ruas. Em menos de uma década as travesti se transformaram em categoria social de fascínio e estigma, criando uma visibilidade ligada aos espetáculos, as doenças e aos crimes, acompanhada por novas maneiras de ver e dizer, através do movimento nacional e internacional de travestis e transsexuais.

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Biografia do Autor

José Wellington de Oliveira Machado, Doutorando em História pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pernambuco

Doutorando em História pela UFPE, possui mestrado em História Social pela UFC, especialização em História e Cultura Afro-brasileira (Faculdade de Selviria - Campus de Limoeiro do Norte) e graduação em História pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos - FAFIDAM (Campos da Universidade Estadual do Ceará - UECE - em Limoeiro do Norte - CE), onde foi bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET de História). Possui experiência na área de educação, atou como professor de História, professor e coordenador do Projeto Professor Diretor de Turma e como Superintendente Escolar na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação - CREDE 08. Faz parte do Grupo de Pesquisa " Cartografias Espaciais Contemporâneas: História e Espaço Práticas Institucionais e Produção de Subjetividades". Tem experiência na Área de Ciências Humanas, atuando principalmente nos seguintes temas: representações espaciais e identidade; história, memória e temporalidade; educação, corpo, gênero e sexualidades.

Referências

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- FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade I. A vontade de Saber. Rio de Janeiro. Edição Graal, 1988.

- PELBART, Peter Pal. A vida capital: ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2003.

- PRECIADO, Paul Beatriz. Testo Junkie: Sexo, Drogas e Biopolitica na Era Farmacopornografica. Editora N-1, 2018.

- ROLNIK, Suely. Cartografia Sentimental. Transformações contemporâneas do desejo. São Paulo: Estação Liberdade, 1989.

- VERAS, Elias Ferreira. Travestis: Carne Tinta e Papel. 2a edição – Curitiba: Editora Prismas, 2019

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Publicado

2019-12-06

Como Citar

Machado, J. W. de O. (2019). A emergência do sujeito travesti: Marcas de um corpo em trânsito. Anos 90, 26, 1–5. https://doi.org/10.22456/1983-201X.94930

Edição

Seção

Resenhas