Revolução e descolonização em Ruanda: Entre projetos étnicos e projetos de classe

Danilo Ferreira da Fonseca

Resumo


O presente artigo visa refletir acerca do modo que as relações étnicas de hutus e tutsi é aflorada também por questões classistas na turbulenta década de 1950 de Ruanda, principalmente devido ao processo de independência frente à Bélgica que foi concretizado em 1962. O foco principal está no modo que tutsis e hutus são apresentados e divulgados nas fontes a partir de diferentes faces, envolvendo a relação construída entre os dois grupos, o seu sentimento de pertencimento e as suas práticas sociais. O movimento emancipatório de Ruanda possibilita novas reflexões acerca do pertencimento étnico e das classes sociais que os ruandeses constroem acerca de si mesmos e acerca dos outros, em um movimento que funde elementos a partir dos costumes locais e da inserção de instituições ocidentais no país. Tais elementos são fundamentais para a construção da Revolução hutu de 1959 que encerra com a dominação monarquista dos tutsis e traz marcas profundas que são revividas em diferentes momentos da história ruandesa, inclusive no genocídio de 1994.


Palavras-chave


Ruanda; descolonização; Revolução Hutu.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1983-201X.86752

Anos 90 - Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul