Culto cívico dos mortos e escrita da história: reflexões sobre a obra de Fernando Catroga

Autores

  • Douglas Attila Marcelino Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.22456/1983-201X.57899

Palavras-chave:

Culto dos mortos, Práticas cívicas, Historicidade, Memória, Historiografia

Resumo

Partindo da existência de diferentes tradições teóricas de estudo das formas de lidar com a morte, este artigo analisa as reflexões produzidas pelo historiador português Fernando Catroga, indicando como o tema ganha relevância para a teoria da história por suas interrogações sobre as relações entre os ritos mortuários e a historiografia. Destaca-se, principalmente, o diálogo com tradições determinadas no campo da sociologia e da antropologia, que permitem retomar questionamentos filosóficos mais profundos sobre os temas da morte e da historicidade numa perspectiva atenta às especificidades do olhar histórico e sua vinculação com uma forma de refletir sobre as próprias experiências considerando as respostas fornecidas a problemas de natureza existencial humana pelos homens de outras épocas ou culturas. Nessa perspectiva, além da historicidade, o problema da alteridade ganha relevância central para a historiografia, entendida como uma entre outras práticas coletivas de ritualização do tempo, caracterizada pela especificidade de sua vocação crítica.

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Biografia do Autor

Douglas Attila Marcelino, Universidade Federal de Minas Gerais

Professor Adjunto de Teoria da História e História da Historiografia do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais

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Publicado

2017-05-26

Como Citar

Marcelino, D. A. (2017). Culto cívico dos mortos e escrita da história: reflexões sobre a obra de Fernando Catroga. Anos 90, 23(44), 305–331. https://doi.org/10.22456/1983-201X.57899

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Artigos