“Ninguém sabe, ninguém viu!” O linchamento de Lídio Paixão em Aracaju, SE, 1954.

Autores

  • Janaina Cardoso de Mello Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Palavras-chave:

Política, Linchamento, Getúlio Vargas.

Resumo

Lídio Antônio Paixão, nascido em Laranjeiras (SE), foi linchado em praça pública no dia 24 de agosto de 1954. Mecânico, filiado à UDN, exímio orador, batizara seu terceiro filho do segundo casamento como “Getúlio”. Naquele fatídico dia, quando chegaram as notícias do suicídio do presidente da República Getúlio Vargas, fora acometido por sua paixão política e ao tentar falar à multidão encontrou a morte. No inquérito policial do caso, as quatro testemunhas arroladas narraram a tragédia e afirmaram “não terem visto nada” e “não terem identificado ninguém” pela autoria daquele crime bárbaro. Com base nessa documentação do Arquivo Geral do Judiciário do Estado de Sergipe, busca-se compreender aquele acontecimento na reação de uma multidão ao se tratar da política brasileira, traçando um paralelo entre a história local e a nacional. 

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Biografia do Autor

Janaina Cardoso de Mello, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Pós-Doutoranda em Estudos Culturais (PACC-UFRJ); Doutora em História Social (UFRJ); Professora Adjunta do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do Mestrado Profissional em História (PROFHISTÓRIA-UFS) e do Mestrado Acadêmico em História da Universidade Federal de Alagoas (PPGH-UFAL).

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Publicado

28-02-2022

Como Citar

MELLO, Janaina Cardoso de. “Ninguém sabe, ninguém viu!” O linchamento de Lídio Paixão em Aracaju, SE, 1954. Revista Aedos, [S. l.], v. 13, n. 30, p. 148–164, 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/aedos/article/view/73865. Acesso em: 25 jul. 2026.