Entre rios e ruínas – José de Alencar leitor de Alexandre Herculano

Osmar Pereira Oliva

Resumo


Em seu breve livro Como e por que sou romancista, José de Alencar rebate a crítica que apontava a imitação e a filiação de O guarani a The Last of the mohicans, do norte-americano Fenimore Cooper. Para o romancista brasileiro, o que se precisa examinar em sua narrativa é se as descrições de O guarani têm algum parentesco ou afinidade com as descrições de Cooper, mas isso não fazem os críticos, porque dá trabalho e exige que se pense. Alencar declara ter lido Cooper e Chateaubriand, mas o seu grande livro de inspiração foi a exuberante natureza pátria. Ainda hoje, muitos estudos se desenvolvem repetindo as aproximações entre Alencar e Cooper ou entre Alencar e Chateaubriand. No entanto, em releituras do romance Eurico, o presbítero, de Alexandre Herculano, podem-se perceber parentescos e afinidades no tom grandiloquente dos narradores ao descreverem a natureza, as edificações e as ruínas, e os rios Sália (de Portugal) e o Paquequer (do Brasil). Este trabalho pretende, pois, apontar algumas semelhanças nessas descrições e propor o parentesco estético nesses dois romances históricos.

Palavras-chave


romance histórico; Alexandre Herculano; José de Alencar; natureza exuberante

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.79958

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul