NÃO LINEARIDADES NA DINÂMICA DO PRODUTO INTERNO BRUTO BRASILEIRO ENTRE 1947 E 2012

Luckas Sabioni Lopes, Silvia Harumi Toyoshima

Resumo


O presente artigo verifica a ocorrência de não linearidades nos ciclos do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período de 1947 a 2012, através da estimação de modelos lineares e de regimes markovianos, avaliando-os com a estatística BDS, que testa a independência de uma série temporal. Constata-se que as especificações autorregressivas não capturam todo o padrão de dependência temporal das séries de tempo. Contudo, após ajustar os modelos markovianos com dois e três estados, é possível obter resíduos ruído branco, com a maioria das estatísticas BDS não significativas. Na cadeia de Markov com dois regimes, caracteriza-se a economia como tendo fases de alta e baixa volatilidade, o que destaca a queda da instabilidade no país ocorrida em meados da década de 1990. Além disso, ao se considerar três regimes, distinguem-se os seguintes períodos (taxas de crescimento entre parênteses): recessões (-5,8% a.a.), de curta duração e alta volatilidade; crescimento acelerado (7,9% a.a.), de longa duração e alta volatilidade, predominante entre os anos de 1947 a 1980, não sendo observado após 1997; e crescimento equilibrado (4,3% a.a.), com duração média de sete trimestres, taxa moderada de crescimento e baixa variância, ocorrendo com maior frequência após 1995. Conclui-se, portanto, que há a presença de fortes não linearidades nos ciclos econômicos brasileiros, compatíveis com regimes assimétricos em duração e amplitude, além de heterocedásticos.

Palavras-chave


Não linearidade; Produto Interno Bruto; Regimes markovianos; Teste BDS

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DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.54160



 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456