Avaliação clínica de cães tratados com flunixina meglumina, Curcuma longa e soro antibotrópico após envenenamento botrópico experimental (Bothrops alternatus)

Manuela Maria Barbosa dos Santos, Marília Martins Melo, Denise Oliveira Jácome, Keila Margarida Ferreira, Júlio César Cambraia Veado, Letícia Castelo Branco Figueiredo, Rafael Otávio Cançado Motta

Abstract


No Brasil, 90% dos acidentes ofídicos são originados pela serpente do gênero Bothrops. Distúrbios hemostáticos, edema e necrose são as principais manifestações clínicas observadas, podendo ocorrer também hemorragia, falência renal e choque. O objetivo deste trabalho foi verificar as alterações clínicas provocadas pelo envenenamento experimental por

 

Bothrops alternatus em cães, após tratamento com soro antibotrópico, flunixina meglumina e Curcuma longa (10%). Foram utilizados 12 cães adultos, sem raça definida, inoculados com 0,3mg/kg do veneno via IM na face caudal da coxa esquerda, tratados 2 horas após o envenenamento, divididos em três grupos de 4 animais, sendo: Grupo I - soro antibotrópico diluído em solução fisiológica 0,9%, dose única suficiente para neutralizar 0,3mg/kg do veneno, via IV; Grupo II - flunixina meglumina 1,1mg/kg via IM, uma vez ao dia, por 5 dias; Grupo III - extrato aquoso de Curcuma longa (10%), tópica no local da injeção do veneno, 3 vezes ao dia, por 5 dias. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos na avaliação dos parâmetros clínicos: tempo de perfusão capilar, temperatura retal, freqüência cardíaca e freqüência respiratória. Observouse aumento (p<0,05) da freqüência cardíaca e queda (p<0,05) da temperatura retal em todos os grupos em relação ao momento controle, que podem ser explicados pela perda de sangue ocasionada pelo envenenamento botrópico. Todos os animais apresentaram dor, hipertermia e edema do membro inoculado, apatia e anorexia. Cães dos grupos II e III apresentaram hematoquesia, e um animal do grupo III apresentou petéquias e equimoses na mucosa oral.


Keywords


Soro antibotrópico; Flunixina meglumina; Curcuma longa; Bothrops sp.; Cães



DOI: https://doi.org/10.22456/1679-9216.16974

Copyright (c) 2018 Manuela Maria Barbosa dos Santos, Marília Martins Melo, Denise Oliveira Jácome, Keila Margarida Ferreira, Júlio César Cambraia Veado, Letícia Castelo Branco Figueiredo, Rafael Otávio Cançado Motta

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