O Tempo do Lobo de Michael Haneke e os trinta e seis justos na literatura e no cinema

Sâmella Freitas Russo

Resumo


Este artigo visa estabelecer uma reflexão sobre o uso do mito dos trinta e seis justos no filme O tempo do lobo, dirigido por Michael Haneke, em contraste com a apropriação desse mito judaico por Isaac Singer e Jorge Luis Borges em O golem e O livro dos seres imaginários, respectivamente. Não obstante a literatura e o cinema apropriarem-se dialogicamente do mito como base para a construção de seus enunciados, pretende-se identificar as singularidades de cada obra em sua ressignificação artística.

 

The Time of the Wolf by Michael Haneke and the thirty-six righteous in literature and cinema - Abstract: This article aims to provide a reflection on the use of the myth of the thirty-six righteous in the movie Time of the wolf, directed by Michael Haneke, in contrast to the appropriation of this Jewish myth by Isaac Singer and Jorge Luis Borges in The golem and The book of imaginary beings, respectively. Despite literature and cinema appropriate dialogically the myth as the basis for the construction of their statements, it is intended to identify the uniqueness of each work in its artistic reinterpretation.


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