A Sociologia como uma Filosofia Prática e Moral (e vice versa)

Frédéric Vandenberghe

Resumo


Embora boa parte da sociologia contemporânea tenha um caráter político e moralizante, a sociologia da moral como tal permanece pouco desenvolvida. Diferentemente da sociologia da religião, da sociologia do conhecimento ou da sociologia das artes, a sociologia da moral não possui uma verdadeira tradição, ainda que os pais fundadores da disciplina tivessem, é claro, grande interesse sobre os temas da moral e da ética. Para desenvolver uma sociologia da moral que faça jus ao próprio nome, é preciso, antes de tudo, romper a barreira disciplinar entre a sociologia e a filosofia, e superar a desconfiança e resistência dos sociólogos para engajarem-se em um “pensamento liminar” construtivo. Neste artigo, pretendo tentar reconectar a sociologia à filosofia da moral e a filosofia da moral à sociologia. A tese que defendo é de que a sociologia dá continuidade, por outros meios, à venerável tradição da filosofia da prática e da moral. Como suas antecessoras, ela depende da defesa da “sabedoria prática” (Aristóteles) e da “razão prática” (Kant).

Palavras-chave


Sociologia moral. Ética descritiva. Neutralidade axiológica.

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