A DESNECESSIDADE DO TRABALHO ENTRE PESCADORES ARTESANAIS

Cristiano Wellington Noberto Ramalho

Resumo


As relações socioculturais e econômicas, em alguns grupos de pescadores artesanais, não colocam como entes antagônicos trabalho e tempo livre. Do contrário, tais relações celebram aproximações entre saber-fazer pesqueiro, lazer e vida, formando e conformando um todo societário. Inseridos nesse quadro, estão os pescadores artesanais do mar-de-fora da praia de Suape, no município do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, distante a 50 km de Recife.  Este artigo busca desvelar a mencionada moral do trabalho e do tempo livre em seu fazer cotidiano entre os pescadores desta Praia, com base na pesquisa etnográfica e na história de vida de 13 pescadores. No geral, identificou-se que há uma moral do trabalho que se confunde à moral do tempo livre, pois o cerceamento de uma delas representa limites a outra. Assim, para esses homens, definir o que é um ser liberto ou cativo liga-se ao encontro indissociável, em termos práticos e simbólicos, entre as referidas morais, o que é essencial para classificar o fazer-se pescador artesanal em seu sentido pleno fundamentada na desnecessidade do trabalho.


Palavras-chave


Moral do Trabalho; Desnecessidade do Trabalho; Sociologia da Pesca; Sociologia Rural; Pescador Artesanal.





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ISSN impresso: 1517-4522

ISSN on-line: 1807-0337

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