Vidas e Política das Pessoas Pobres - as coisas que um etnógrafo político sabe (e não sabe) após 15 anos de trabalho de campo

Javier Auyero

Resumo


Ao refletir sobre uma década e meia de trabalho etnográfico, este artigo examina as lições aprendidas na tentativa de esquadrinhar as dinâmicas políticas entre pobres do meio urbano. O texto inicia com uma análise das limitações do conceito de clientelismo político buscando entender o que de fato ocorre quando votos são “trocados” por recursos. Segue examinando a relação recursiva entre patronagem e ação coletiva – dois fenômenos políticos geralmente vistos como mutuamente antagônicos. O artigo discorre então sobre a noção de “zona cinzenta” – como área de ligações clandestinas entre perpetradores de violência e autoridades políticas estabelecidas. O trabalho encerra com uma análise de dois temas que surpreendentemente têm estado ausentes na pesquisa sobre pobreza urbana - sofrimento ambiental e a política da espera.

Palavras-chave


Etnografia política. Ação coletiva. Clientelismo. Patronagem. Política dos pobres. Política da espera. Sofrimento ambiental.

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