Entre neocorporativistas e deliberativos: uma interpretação sobre os paradigmas de análise dos fóruns participativos no Brasil

Autores

  • Soraya Vargas Cortes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Alfredo Gugliano Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Conselhos de Políticas Públicas, Democracias deliberativas, Orçamentos Participativos, Neocorporativismo

Resumo

Este artigo propõe o debate a respeito dos principais paradigmas a partir dos quais, usualmente, vêm sendo estudadas as propostas de ampliação dos canais de participação dos cidadãos na gestão das políticas públicas, análises que investigam os processos participativos ou desde o prisma dos "arranjos neocorporativos", ou por meio de uma perspectiva baseada na concepção de "democracia deliberativa". Visando este objetivo, o presente texto centra seus interesses na trajetória de duas das principais instâncias participativas que, nas últimas décadas, foram desenvolvidas no Brasil: os orçamentos participativos e os conselhos de políticas públicas. Estas instâncias foram avaliadas levando em consideração, especialmente, quatro elementos a) relações institucionais com os governos; b) perfil dos participantes; c) âmbito decisório e, d) dinâmicas de funcionamento.  A partir do estudo destas características, os autores discutem sobre a capacidade dos paradigmas neocorporativo e deliberativo constituírem um modelo analítico consistente para a investigação de estruturas participativas dessemelhantes.  

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Soraya Vargas Cortes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

P

Alfredo Gugliano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor Adjunto do Departamento e Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pesquisador do CNPq.

Downloads

Como Citar

CORTES, S. V.; GUGLIANO, A. Entre neocorporativistas e deliberativos: uma interpretação sobre os paradigmas de análise dos fóruns participativos no Brasil. Sociologias, [S. l.], n. 24, 2010. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/14964. Acesso em: 26 maio. 2022.