CUT: Perfil dos dirigentes e resposta sindical frente à reforma trabalhista / CUT: Profile of leaders and union response to labor reform

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/15174522-110760

Palavras-chave:

Central Única dos Trabalhadores, composição social da CUT, reforma trabalhista

Resumo

Neste artigo, apresentamos aspectos da composição social da Central Única dos Trabalhadores (CUT), comparando seus congressos, do 10º CONCUT ao 13º CONCUT, compreendendo o período 2009-19. Destacamos características do perfil dos dirigentes sindicais ligados a essa central e as primeiras respostas do sindicalismo frente à reforma trabalhista, conforme pesquisas aplicadas na ocasião dos congressos da CUT, sem perder de vista o cenário da pandemia - Covid 19. Nas considerações finais apontamos alguns dos principais desafios que a CUT enfrenta na atualidade.

 

====

 

In this article we present aspects of the social composition of Central Única dos Trabalhadores (CUT Brazil) by comparing its general meetings, from the 10th to the 13th, held from 2009 to 2019. We highlight characteristics of the profile of union leaders who belong to this trade union and the first responses of trade unionists to labor reform, according to research applied at the time of the CUT general meetings, without losing sight of the pandemic scenario – Covid 19. In the final considerations we point out some of the main challenges that CUT faces today.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Forte de Carvalho, Universidade Estadual de Londrina

Professora Adjunta no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina - UEL. Mestre e Doutora em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na especialidade de Relações de Trabalho, Desigualdades Sociais e Sindicalismo.

Jonas Tomazi Bicev, Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (CEDEC)

Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2019). Pesquisador junto ao Centro de Estudos da Cultura Contemporânea (CEDEC).

Referências

ANTUNES, Ricardo. Trabalho intermitente e uberização do trabalho no limiar da indústria 4.0. In: ANTUNES, Ricardo (org.). Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 11-22.

ANTUNES, Ricardo. O novo sindicalismo no Brasil. Campinas: Pontes, 1995.

ANTUNES, Ricardo; SILVA, Jair B. Para onde foram os sindicatos? Do sindicalismo de confronto ao sindicalismo negocial. Caderno CRH, v. 28, n. 75, p. 511-527, 2015. https://doi.org/10.1590/S0103-49792015000300005

ARBIX, Glauco; SALERNO, Mario Sergio; ZANCUL, Eduardo; AMARAL, Guilherme; LINS, Leonardo M. O Brasil e a nova onda de manufatura avançada: O que aprender com Alemanha, China e Estados Unidos. Novos estudos CEBRAP, v. 36, n. 3, p. 29-49, nov. 2017. https://doi.org/10.25091/S0101-3300201700030003

AVRITZER, Leonardo. O pêndulo da democracia. São Paulo: Todavia, 2019.

CARDOSO, Adalberto M. Dimensões da crise do sindicalismo brasileiro. Caderno CRH, v. 28, n.75, p. 493-510, 2015. https://doi.org/10.1590/S0103-49792015000300004

CARVALHO, Fernanda F. de. CUT no início do século XXI: Perfil dos dirigentes e desafios da ação sindical. Revista Brasileira de Sociologia, v. 2, n. 04, p.135-158, 2014. https://doi.org/10.20336/rbs.80

CARVALHO, Fernanda F. de. Os dilemas da CUT no início do século XXI: rumo a uma nova institucionalização sindical? 2013. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, Portugal, 2013.

CARVALHO, Fernanda F. de; COSTA, Hermes A. A relação do sindicalismo CUT com o governo: dilemas e perspectivas (2003-2016). Revista de Ciências Sociais Política & Trabalho, n. 49, p. 170-187, 2019. https://doi.org/10.22478/ufpb.1517-5901.2018v1n49.34995

CARVALHO, Guilherme. A representação da CUT no Governo Lula (2003-2010). São Paulo: Editora da Unesp, 2014.

COSTA, Hermes Augusto; ESTANQUE, Elísio; FONSECA, Dora; SILVA, Manuel C. Poderes sindicais em debate: desafios e oportunidades na Autoeuropa, TAP e PT/Altice. Coimbra: Almedina, 2020.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Relatório da pesquisa de perfil dos delegados das entidades filiadas à CUT. 13º CONCUT. São Paulo: CUT, 2020.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Estatuto da Central Única dos Trabalhadores. Aprovado no 13º CONCUT (2019). São Paulo: CUT, 2019a.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Resoluções do 13º CONCUT. São Paulo: CUT, 2019b.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Panorama dos ramos da CUT e estratégias de fortalecimento do projeto político organizativo. Subsídio 1. CNM/CUT. São Paulo: CUT, 2017.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Quem são e o que pensam os delegados do 12º CONCUT. São Paulo: CUT, 2016.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Perfil dos delegados e das delegadas do 11º CONCUT. São Paulo: CUT, 2013.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Estatuto da Central Única dos Trabalhadores. São Paulo: CUT, 2012.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Quem são e o que pensam os delegados e as delegadas do 10º CONCUT. São Paulo: CUT, 2010.

CUT – Central Única dos Trabalhadores. Resoluções do 4º CONCUT. São Paulo: CUT, 1991.

DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos. De olho nas negociações. Boletim nº 1. São Paulo: Dieese, agosto de 2020.

DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos. Subsídios para o debate sobre a questão do financiamento sindical. Nota técnica nº 200. São Paulo: Dieese, dezembro de 2018.

DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos. A reforma trabalhista e os impactos para as relações de trabalho no Brasil. Nota Técnica, n. 178. São Paulo: Dieese, 2017.

FILGUEIRAS, Vitor; ANTUNES, Ricardo. Plataformas digitais, uberização do trabalho e regulação no capitalismo contemporâneo. In: ANTUNES, Ricardo (Org.). Uberização, trabalho digital e Indústria 4.0. São Paulo: Boitempo, 2020. p. 59-78.

FREGE, Carola M.; KELLY, John (Org.). Varieties of unionism: strategies for union revitalization in a globalizing economy. Oxford: Oxford University Press, 2004.

GALVÃO, Andréia. A reconfiguração do movimento sindical no governo Lula. Revista Outubro, n. 18, p. 175-197, 2009.

GALVÃO, Andréia. O movimento sindical frente ao governo Lula: dilemas, desafios e paradoxos. Outubro Revista, ed. 14, p. 131-150, 2006.

GALVÃO, Andréia et al. Dossiê reforma trabalhista. Campinas: Cesit/ie/Unicamp, 2017. Disponível em: http://www.cesit.net.br/dossie-reforma-trabalhista/.

GUMBRELL-MCCORMICK, Rebecca; HYMAN, Richard. Trade unions in Western Europe: hard times, hard choices. Oxford: Oxford University Press, 2013.

KLOOSTERBOER, Dirk. Estratégias sindicais inovadoras. Lisboa: Instituto Ruben Rolo, 2008.

KREIN, José D. O desmonte dos direitos, as novas configurações do trabalho e o esvaziamento da ação coletiva: consequências da reforma trabalhista. Tempo Social, v. 30, n. 1, p. 77-104, 2018. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2018.138082

KREIN, José D.; DIAS, Hugo. The CUT’s experience during the Workers’ Party governments in Brazil (2003–2016). Global Labour Journal, v. 9, n. 2, p. 199-214, 2018. https://doi.org/10.15173/glj.v9i2.3342

KREIN, José D.; TEIXEIRA, Marilane; MANZANO, Marcelo. Utopias do trabalho: desafios e perspectivas para o pós pandemia. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert Brasil, dezembro de 2020.

LADOSKY, Mario H.; RODRIGUES, Iram J. A CUT e o sindicalismo brasileiro nos anos recentes: limites e possibilidades. Tempo Social, v. 30, n. 1, p. 53-76, 2018. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2018.138079

LOPES NETO, Sebastião; GIANOTTI, Vito. Para onde vai a CUT? São Paulo: Scritta Editorial, 1993.

MELLO E SILVA, Leonardo. A generalização difícil: a vida breve da Câmara Setorial do Complexo Químico seguida do estudo de seus impactos em duas grandes empresas do ramo. São Paulo: Annablume, 2000.

NASCIMENTO, Cláudio. Sindicato-cidadão. Florianópolis: UFSC, 1998. Mimeografado.

OLIVEIRA, Carlindo R. de; AUGUSTO JR., Fausto; COSTA, Luis Augusto R. da. Sistema Brasileiro de Relações de Trabalho: das origens à reforma (anti) trabalhista de 2017 e seus primeiros impactos. In: RODRIGUES, Iram J. (Org.). Trabalho e ação coletiva no Brasil: contradições, impasses e perspectivas (1978-2018). São Paulo: Annablume, 2019. p. 385-410.

RODRIGUES, Eduardo M.; SILVA, Gerardo A.; SILVA, Sidney J. da. 40 anos do novo sindicalismo no ABC paulista: da lógica do confronto à lógica da rede. In: RODRIGUES, Iram J. (Org.). Trabalho e ação coletiva no Brasil: contradições, impasses, perspectivas (1978-2018). São Paulo: Annablume, 2019. p. 359-383.

RODRIGUES, Iram J. Sindicalismo e política. A trajetória da CUT. São Paulo: Scritta, 1997.

RODRIGUES, Iram J.; LADOSKY, Mário; BICEV, Jonas T. Sindicalização e representatividade das centrais sindicais no Brasil. Trabajo e Sociedad, n. 27, p. 43-62, 2016.

RODRIGUES, Leôncio M. Destino do sindicalismo. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2002.

RODRIGUES, Leôncio M. CUT: os militantes e a ideologia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

SADER, Eder. Quando novos personagens entraram em cena: experiências, falas e lutas dos trabalhadores da Grande São Paulo, 1970-80. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

SANTOS, Wanderley G. A democracia impedida: o Brasil no século XXI. FGV Editora. Edição do Kindle, 2017.

SIMÃO, Azis. Sindicato e Estado: suas relações na formação do proletariado de São Paulo. São Paulo: Hucitec, 2012.

VÉRAS DE OLIVEIRA, Roberto. Sindicalismo e democracia no Brasil: atualizações – do Novo Sindicalismo ao Sindicato Cidadão. 2002. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.

VÉRAS DE OLIVEIRA, Roberto. Sindicalismo brasileiro: que caminhos seguir? São Paulo: Fundação Friedrich Ebert Brasil, 2020.

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. 4. ed. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2009. (v. 1).

WEBER, Max. Os três tipos puros de dominação legítima. In: WEBER, Max. Sociologia. 7. ed. São Paulo: Ática, 2008. (Coleção Grandes Cientistas Sociais, n. 13).

Downloads

Publicado

2021-12-12

Como Citar

CARVALHO, F. F. de; BICEV, J. T. CUT: Perfil dos dirigentes e resposta sindical frente à reforma trabalhista / CUT: Profile of leaders and union response to labor reform. Sociologias, [S. l.], v. 23, n. 58, p. 268–294, 2021. DOI: 10.1590/15174522-110760. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/110760. Acesso em: 27 maio. 2022.