AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM SOBRE ADESÃO À FARMACOTERAPIA PELOS USUÁRIOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO SUS PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Marcelo Rodrigues Reser, Clécio Homrich da Silva

Resumo


Os medicamentos são insumos essenciais em saúde e determinantes para um melhor desfecho no tratamento de um grande número de doenças e agravos à saúde. Pesquisas apontam elevado consumo de medicamentos pela população, aliado à inexistência de prescrições e informações, pode causar problemas à população. Para que ocorra o uso racional de medicamentos é necessário que estes sejam prescritos adequadamente, tenham qualidade e preço acessível ou distribuição gratuita e correta dispensação. Este estudo teve como objetivo promover a adesão à farmacoterapia junto aos pacientes a partir da orientação dos profissionais de saúde. Ao qualificar o profissional de saúde para promover a adesão dos pacientes à farmacoterapia por intermédio de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA); elaborar um curso em AVA; realizar auto avaliação pré-curso e pós-curso pelos participantes e aprimorar o curso a partir das sugestões recebidas. Mediante convite e assinatura do TCLE houve a participação voluntária de alunos do PPG Ensino na Saúde da UFRGS, o curso “Adesão à Farmacoterapia”, ocorreu de 25 de fevereiro a 15 de abril de 2018. Os participantes acessaram as atividades semanais de leitura, postagens em fóruns, acesso a vídeos e links diversos além de realizarem uma avaliação pré e pós curso. Nove dos vinte e quatro participantes interagiram e/ou participaram das atividades referentes ao curso. Na autoavaliação pré-curso, os participantes relataram tanto pouca quanto sólida compreensão sobre adesão à farmacoterapia e fatores que a influenciam. Já o conhecimento sobre a abordagem do tema da adesão junto ao paciente foi informado como baixo. A avaliação pós-curso resultou em sugestões (definição de prazos e maior tempo entre as atividades, melhor disposição e explicação sobre as atividades e mais conteúdo audiovisual). O estudo proporcionou espaço de debate sobre adesão à farmacoterapia de forma crítica e reflexiva, o uso de tecnologias de informação e comunicação facilitou o contato assíncrono e a distância, além de estimular os profissionais a promoverem o autocuidado com os pacientes. As atividades priorizaram a discussão das experiências profissionais, aproximando-se da proposta da educação permanente. A principal dificuldade foi a evasão e a não participação, supostamente influenciada por não motivação, integração social, interesses pessoais, uso de tecnologia e metodologia empregada. As sugestões foram essenciais para o aprimoramento do curso. Atividades de tutoria foram realizadas sem dificuldade. Envolver teoria, prática e experiências valorizou o curso e os assuntos debatidos e, assim, a sua inserção como uma prática em educação permanente de profissionais de saúde.
 

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