Ritmos, tempos e registros de produção do conhecimento

Fabiana Schneider Pires, Paulo Peixoto Albuquerque, Ramona Fernanda Ceriotti Toassi

Resumo


A revista Saberes Plurais: Educação na Saúde lança seu segundo número. Convém salientar aspectos e da singularidade desta revista: (a) ela tem se apresentado intermitente, isto é, sua regularidade foge à regra das revistas que buscam desesperadamente a produtividade narcisa e incestuosa dos textos para dar conta das exigências protocolares das agências de monitoramento e controle; (b) trata-se de uma revista que, como diz Nuccio Ordine em seu livro ‘A utilidade do inútil’, busca materializar toda experiência e o prazer de escrever de docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde (PPGENSAU) e (c) busca refletir, mesmo em tempos de crise, que não é só o útil que tem finalidade prática.

Existem saberes que não se materializam ou são conhecidos porque têm ritmos, tempos e registros que nem sempre a academia consegue capturar.  Assim, se pensamos sobre o ato de escrever, é importante ter presente que aquele que escreve tem dificuldades e sempre tem. Por quê? Porque quer escrever não sobre um em geral qualquer, mas sobre uma dada realidade: a sua. Há no ato de escrever uma espécie de desejo e de experiência da possibilidade que se materializa no texto. Querer escrever significa querer tornar a vida possível. Escrever na academia, seja nos primeiros semestres de um curso de pós-graduação ou após a apresentação do trabalho final, passa a ser a experiência mais insensata e estranha, porque não habitual. 

Os textos que se seguem foram realizados e construídos pelos docentes e discentes, não só do PPGENSAU, mas por aqueles que têm interesse e têm por fazer o ensino na saúde. 


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