Reflexões sobre a pessoa e a profissão do professor na área da saúde

Rita Mattiello, Barbara Freiberger Schaefer, Caren Ferreira do Nascimento, Cristina Sebastião Matushita, Debora Montenegro Pasin, Eduardo Andre Gomes Krieger, Fernanda Braga Seganfredo, Fernanda Dallazen, Gislaine Verginia Baroni, Josiel Schilling Poeta, Karina Nique Franz, Leticia Manoel Debon, Licerio Vicente Padoin, Lilian Peres Righetto de Araujo, Luiza Tweedie Preto, Marcelo Cardoso Barros, Marcia Cristina Gonçalves de Oliveira Moraes, Mariele Cunha Ribeiro, Marina Azambuja Amaral, Nathassia Kadletz Aurich, Patricia Molz, Ricardo Chmelnitsky Wainberg, Ivan Antonello

Resumo


Este artigo deriva de um conjunto de ideias experimentadas por discentes do Programa de Pós-graduação em Medicina e Ciências da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em uma disciplina que procurou conhecer melhor o docente típico e suas atipias. O texto pretende auxiliar no entendimento de quem é o professor na área da saúde. Discute o sujeito e sua obra, para além do já conhecido modelo centrado na profissão da saúde que exerce e que procura ensinar. Antes de docente, o professor é uma pessoa. Como pessoa, precisa sentir-se estimada e estimar ao outro (aluno). Ao prosperar em seu trabalho, o docente tem compromissos para com o desenvolvimento intelectual e moral de seus alunos e o planejamento de ações para que exerça a percepção crítica da realidade. A relação ensino-aprendizagem com o educando deve favorecer a análise de valores necessários ao convívio social. Na área da saúde, é requisitado ao aluno aprender a fazer, sendo pouca importância referida ao aprender a conhecer, ao aprender a ser ou a viver em comunhão com os pares. É essencial ter a percepção de que o professor necessita, inicialmente, acolher a si próprio: entender quem é ele, como é e porque chegou ali. A construção da identidade profissional docente é um processo contínuo estabelecido pelo domínio de sua área de ensino, pelos conhecimentos pedagógicos voltados à aprendizagem dos alunos e experiência docente, além das relações sociais do cotidiano.


Texto completo:

PDF

Referências


ALVES, R. Escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Papirus Editora, 2002.

CASTANHO, M. E. Professores de ensino superior da área da saúde e sua prática pedagógica. Interface comun. saúde educ., Botucatu, v. 6, n. 10, p. 51–61, 2002.

COSTA, N. M. S. C.; CARDOSO, C. G. L. V.; COSTA, D. C. Conceptions about the good professor of medicine. Rev. bras. educ. méd., Rio de Janeiro, v. 36, n. 4, p. 499–505, out./dez. 2012.

DELORS, J. Learning: the treasure within. Unesco, 1998.

DELPRETTE, A.; DELPRETTE, Z. A. P. Psicologia das relações interpessoais: vivências para o trabalho em grupo. Petrópois: Vozes, 2001.

FREIRE, P. Carta aos professores. Estud. av., São Paulo, v. 15, n. 42, p. 259–268, 2001.

FREIRE, P. À sombra desta mangueira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

GRILLO, M. C.; LIMA, V. M. R. Especificidades da avaliação que convém conhecer. In: GRILLO, M. C. et al. (Org.). Por que falar ainda em avaliação? Porto Alegre: EDIPUCRS, 2010. p. 15-21. Disponível em:

< http://www.pucrs.br/edipucrs/porquefalaraindaemavaliacao.pdf>. Acesso em: 23 jul. 2018.

GRILLO, M. C.; GESSINGER, R. M. Constituição da identidade profissional, saberes docentes e prática reflexiva. A gestão da aula universitária na PUCRS. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. p. 35-42. Disponível em:

< http://www.pucrs.br/edipucrs/agestaodaaula.pdf>. Acesso em: 23 jul. 2018.

KRAMER, S.; SOUZA, S. J. Histórias de professores: leitura, escrita e pesquisa em educação. São Paulo: Ática, 1996.

LIMA, V. M. R.; GRILLO, M. C. O fazer pedagógico e as concepções de conhecimento. In: GRILLO, M. C. et al. (Org.). A gestão da aula universitária na PUCRS. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. p. 21-31. Disponível em:

< http://www.pucrs.br/edipucrs/agestaodaaula.pdf>. Acesso em: 23 jul. 2018.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2014.

MORIN, E. A cabeça bem-feita. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

NÓVOA, A. Os professores e as histórias da sua vida. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1992.

PALMER, P. J. The heart of a teacher: identity and integrity in teaching. Change: the magazine of higher learning, San Francisco, v. 29, no. 6, p. 14-21, Nov./Dez. 1997.

PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa. Porto Alegre: Artmed, 2001.

STEDILE, M. I. O professor como gestor da sala de aula. Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE na área de Pedagogia. Universidade Estadual de Maringá, Umuarama, 2009.

VARGAS, C. P. Resenha TARDIF, M. Saberes dicentes e formação proffissional. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2002. Instrumento: revista de estudo e pesquisa em educação. Juiz de Fora, v.10, p. 143-145, jan./dez. 2008. Disponível em:

. Acesso em: 25 jul. 2018.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.