PERCEPÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS PARTICIPANTES DO PET-SAÚDE INTERPROFISSIONALIDADE SOBRE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL

Paloma Silva de Oliveira, Alaine Azevedo Barbosa, Alícia Cynthia Bispo dos Anjos, Aldaisa Oliveira da Silva, Ana Paula de Souza Cunha, Carlos Henrique Silva, Iasmin Adami Almeida Rolim, Vinicius Santos Barros, Charles Souza Santos, Gisele da Silveira Lemos

Resumo


O Planejamento Estratégico Situacional (PES) torna-se uma ferramenta para a criação de práticas colaborativas, sendo utilizado como estratégia principal na perspectiva da elucidação dos problemas encontrados no espaço social na busca da assistência qualificada. Este estudo teve como objetivo descrever a experiência de alunos do PET-Saúde Interprofissionalidade em realizar um PES no Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas (CAPS ad). Trata-se de um estudo descritivo, realizado no período de julho de 2019 a fevereiro de 2020, no qual oito discentes conheceram a infraestrutura, os profissionais da Unidade de Saúde, usuários atendidos, atualizaram os prontuários quanto aos dados sociodemográficos e à saúde atual e realizaram atividades. Ao longo do estudo, os universitários executaram o  PES em quatro momentos: no explicativo, identificaram-se os problemas e as necessidades relacionados ao atendimento na Unidade de Saúde; no normativo, foram elencados os objetivos para solucionar os problemas identificados; no momento estratégico, foram definidas as barreiras para o planejamento adequado das atividades e, no tático-operacional, foram realizadas ações como a horta comunitária, com palestra explicativa, a roda terapêutica sobre o Setembro Amarelo e as salas de espera sobre diversos temas. A realização do PES no CAPS ad qualificou a assistência desenvolvida aos usuários, permitiu o conhecimento da Unidade, aprofundou o conhecimento teórico sobre o assunto e possibilitou uma base de trabalho mais efetiva para a equipe de saúde. Foi possível conhecer o foco de trabalho do grupo PET-Saúde Interprofissionalidade, identificando forças desestabilizadoras externas e internas que operam no contexto (problemas de estrutura física, desarmonia entre a equipe, ausência de um Projeto Terapêutico Singular planejado de forma colaborativa), favorecendo a visualização das prioridades a partir do levantamento de dados, dos problemas e das necessidades. Os alunos, neste processo, puderam se integrar a uma realidade específica, identificar e estudar problemáticas buscando resolvê-las de maneira interprofissional por meio do trabalho em equipe e de práticas colaborativas.

Palavras-chave: Saúde Mental. Avaliação em Saúde. Educação Interprofissional.


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