Questionando a realidade através do ensino de história: a potência do estranhamento

Filipe Cambraia do Canto

Resumo


Resumo: este trabalho objetiva relacionar o ensino de história com o tempo presente, oferecendo como ferramenta para tal prática o conceito de estranhamento. Entendo este conceito da maneira como ele é trabalhado por Carlo Ginzburg, em seu Olhos de Madeira, ou seja, a partir da perspectiva de que estranhar a realidade é desnaturalizá-la, tentar compreendê-la através da busca da simplicidade, despindo-a de suas valorações usuais. De maneira geral, este relato procura analisar o papel da história e do ensino de história através de seu potencial ético e transformador. Reflexões não apenas teóricas, mas baseadas igualmente em minhas experiências como estagiário do projeto dos Territórios Negros. História, estranhamento, presente e inconformismo, portanto.

            

Palavras-chave


História e tempo presente; estranhamento; Territórios Negros.

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Referências


ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. "Fazer defeitos nas memórias: para que servem o ensino e a escrita da história?". In GONÇALVES, Márcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luís; MONTEIRO, Ana Maria (orgs.). Qual o valor da história hoje?. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2012, p. 21-39.


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Revista do Lhiste – Laboratório de Ensino de História e Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

ISSN 2359-5973