O potencial pedagógico da Idade Média Imaginada

Nilton Mullet Pereira, Bruno Chepp, Guilherme Mais

Resumo


A suposição de que o que se convencionou chamar de Idade Média imaginada não tem qualquer potencial pedagógico é uma premissa que a argumentação presente neste texto quer desconstruir, ao abordar dois modos de expressão muito comuns nos tempos atuais, a música e as séries televisivas.

Sem dúvida, é preciso considerar que há uma Idade Média contada na escola que remonta, ainda hoje, uma leitura iluminista e preconceituosa em relação ao medievo, apresentando-o como uma época de caos e trevas.

Por outro lado, verifica-se uma verdadeira obsessão por uma Idade Média imaginada, um medievo que se nutre da fantasia e da aventura. Diferente daquele medievo escolar, essa Idade Média imaginada, que é representada por Game ofThrones e Iron Maiden, encanta, aguça a imaginação e, quem sabe, permite a produção conceitual.

O que pretendemos pensar é justamente o encontro dessas duas Idades Médias: uma que torna o conhecimento tão árido e mecânico, longe tanto das possibilidades de imaginação dos estudantes, quanto da pesquisa histórica sobre o medievo; e outra que, ao afirmar uma realidade inexistente, senão na imaginação, reforça uma visão mística e mágica sobre o período. Esse encontro vale-se da seriedade da pesquisa histórica e do conhecimento da realidade medieval, sem deixar de se valer do jogo e da fabulação da música e da imagem em movimento, na tarefa da construção dos conceitos nas aulas de história.

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Revista do Lhiste – Laboratório de Ensino de História e Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

ISSN 2359-5973