A escravidão não acabou: especismo, exploração animal e outras teses inconvenientes

Jordana Guidetti Pozzebon

Resumo


A presente atividade desenvolvida através do Programa Institucional de Bolsistas de Iniciação à Docência (PIBID) na Escola Estadual Dr. Paulo Devanier Lauda teve por objetivo demonstrar aos alunos – de uma turma de nono ano – que o especismo, ou seja, a noção de que uma espécie é superior a outra, é uma questão tão problemática e repressora quanto o racismo ou o sexismo. A fim de alcançar nossos objetivos, trouxemos debates a respeito do ato de justificar – histórica, cultural ou cientificamente (lembremo-nos da eugenia) – diferenciações de raça, sexo ou espécie como forma de manter a salvo interesses de determinados grupos de pessoas. A partir de um texto base do filósofo Stephen Law e de um documentário intitulado "A carne é fraca", a atividade consistiu em sensibilizar os estudantes quanto às questões do especismo e exploração animal e as implicações morais, econômicas, ambientais e sociais desta realidade em nossa sociedade. Nossa atividade evidenciou questões filosóficas e históricas relevantes nos debates sobre esse tema, como a lógica de preservação dos preconceitos como mecanismo do conservadorismo em nossas práticas cotidianas e que temos naturalizado e apresentado como comportamentos moralmente aceitos dentro de nosso meio social. Através de relatos da execução da atividade referentes a receptividade dos alunos, apresentaremos de que forma nosso trabalho alcançou seus objetivos, bem como as discussões geradas a partir da curiosidade e do interesse de alguns estudantes com o tema trabalhado.


Palavras-chave


história; ensino de história; escravidão; racismo; especismo; exploração animal; alimentação; meio ambiente;

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Referências


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Revista do Lhiste – Laboratório de Ensino de História e Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

ISSN 2359-5973