Análise ergológica da trajetória de vida de um sindicalista

Kleyton Teixeira Valadão, Mônica de Fatima Bianco

Resumo


Desde os anos 1990 no Brasil, estudiosos revelam haver uma escalada contra os direitos trabalhistas, submetendo os trabalhadores a diferentes formas de precarização. Tais acontecimentos favoreceram a emergência de um sindicalismo neoliberal e, também, a inflexão de Centrais sindicais, às vezes falhando em propor alternativas contrárias ao padrão de desenvolvimento capitalista. O foco desta pesquisa está na atividade do sindicalista, diretor de um sindicato de vigilância privada, e foi adotado o método história de vida. O artigo tem por objetivo compreender as experiências vividas pelo sindicalista entrevistado e os usos do corpo-si em sua atividade de trabalho. O uso da Ergologia teve o intuito de incitar aqueles que vivem e trabalham a pôr em palavras um ponto de vista sobre a sua atividade. A história de vida de Juvenal evidencia os debates de normas e valores, usos do corpo-si, os tensionamentos entre as três esferas, 1) sindicalismo, 2) mercado e 3) Estado. A história de vida pôde convocar o trabalhador para produzir saberes sobre sua própria existência, inclusive em seu trabalho, além de dar voz a certos grupos socialmente invisíveis. A história de Juvenal representa as histórias de vida de outros brasileiros que lutam pelo direito de viver tendo trabalho digno.


Palavras-chave


Sindicalismo. Ergologia. História de Vida. Trabalho. Estudos Organizacionais.

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