Universidades estaduais paulistas e políticas de formação docente: confrontos e tensões no início da década de 2010

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21573/vol37n12021.105106

Palavras-chave:

Formação De Professores. Educação Básica. Políticas Educacionais.

Resumo

Aborda-se o confronto entre o governo do Estado de São Paulo e as três universidades paulistas, em torno da formação de professores, em nível superior, em decorrência da deliberação n° 111/2012, que as obrigou a adotarem, nas matrizes curriculares, uma dimensão mais prática e menos teórica. Para tanto, analisaram-se documentos e depoimentos de atores representativos. Constatou-se cenário altamente polarizado, comunidade epistêmica com matizes corporativistas e relativização da autonomia universitária.

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Biografia do Autor

Adolfo-Ignacio Calderón, Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Regilson Maciel Borges, Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Professor Adjunto do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

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Publicado

2021-04-30

Como Citar

Calderón, A.-I., & Borges, R. M. (2021). Universidades estaduais paulistas e políticas de formação docente: confrontos e tensões no início da década de 2010. Revista Brasileira De Política E Administração Da Educação, 37(1), 132–157. https://doi.org/10.21573/vol37n12021.105106