COMPORTAMENTO ERRÁTICO DAS NAÇÕES UNIDAS E GOVERNANÇA GLOBAL NA ÁFRICA: O ESTADO COMO UMA CORTINA DE FUMAÇA PARA A SEGURANÇA MUNDIAL

Agbo Uchechukwu Johnson, Nsemba Edward Lenshie, Ndukwe Onyinyechi Kelechi

Resumo


Este estudo questiona o comportamento errático da governança global da ONU e da África para entender como o Estado se tornou uma cortina de fumaça para a segurança global. Usando os casos africanos da Costa do Marfim e da Líbia, o estudo argumenta que o papel da ONU na governança global foi bastante reacionário aos desafios colocados pela liderança política na África, sem considerar as consequências. Ao utilizar super-Estados para executar a governança global em seu nome no sul global, o comportamento da ONU minou erraticamente a soberania dos Estados mais fracos. Também corrobora para as lutas geopolíticas no nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas entre super-Estados – Estados Unidos, Reino Unido e França versus China e Rússia –, produzindo todos os tipos de resultados indesejáveis que moldam o processo e a execução da abordagem atual intervenções da ONU em conflitos em todo o mundo. O estudo sugere que a ONU e os poderes internacionais devem incentivar o fortalecimento e a utilização de mecanismos institucionais internos, orientados por instituições apropriadas da ONU, longe das ações militares para resolver problemas enfrentados pelos Estados e não usar a ONU para alcançar interesses fora do escopo nacional dos estados mais fracos.

Palavras-chave


Costa do Marfim, comportamento irregular, governança global, Líbia, ONU, super-Estados.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2448-3923.102421

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Revista Brasileira de Estudos Africanos (RBEA)

e-ISSN 2448-3923; ISSN 2448-3907

Publicação do CEBRAFRICA/UFRGS