A BIOGEOGRAFIA E A TEMÁTICA DA DIVERSIDADE CULTURAL NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: CONTRIBUIÇÕES DA ECOLOGIA DE SABERES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES(AS) DE GEOGRAFIA

Autores

  • Ivan de Matos e Silva Junior Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências UFBA/UEFS.
  • Rosiléia Oliveira de Almeida Professora da Faculdade de Educação da UFBA e do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências UFBA-UEFS

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-0003.97534

Palavras-chave:

Biogeografia. Ecologia de Saberes. Formação de Professores. Educação Intercultural. Ensino Superior.

Resumo

A formação de professores(as) para a diversidade cultural tem sido uma prerrogativa curricular que vem sendo lembrada com a obrigatoriedade da Lei 11.645/08, que busca, por sua vez, dar conta da história e cultura afro-brasileira e indígena. Na Geografia, essa temática encontra aderência nos estudos da geografia humana, enquanto que na geografia física, especialmente na biogeografia, o tema da diversidade cultural não tem sido adotado a contento, por conta do seu comprometimento com hermenêuticas cientificistas, em que a dimensão cultural estabelece relação de sinonímia com a ideia de um homem universal, expressa geralmente a partir das ações antropogênicas. Desse modo, o presente artigo visa apresentar contribuições teóricas da ecologia de saberes para a formação de professores(as) de Geografia, no âmbito das temáticas biogeográficas referendadas na diversidade cultural. Diante desse contexto, o presente artigo que é um dos resultados de pesquisa que vendo sendo realizada em nível de doutoramento, constitui-se como uma reflexão teórico-empírica que emergiu durante ação extensionista envolvendo estudantes, egressos e professores(as) de Geografia e Biologia. Dentre alguns resultados do estudo, reconheceu-se que a biogeografia tem forte potencial em  incorporar a temática da diversidade cultural, a partir do processo de reconhecimento e visibilização de saberes e experiências dos povos originários que apresentam formas particulares de compreensão do mundo vivo em sua dimensão espaço-temporal; ajuda na superação do cientificismo no ensino de biogeografia na formação inicial e continuada de professores(as), ao mesmo tempo que assinala a importância da afirmação desses saberes como forma de superação do epistemicídio e do etnocídio.

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Biografia do Autor

Ivan de Matos e Silva Junior, Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências UFBA/UEFS.

É professor do Departamento de Geografia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, Campus Salvador, onde ministra a disciplina de Geografia no ensino básico, técnico e tecnológico, bem como disciplinas de Geografia Física no curso de Licenciatura em Geografia. Possui Licenciatura Plena em Geografia pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Especialização em Auditoria e Gestão Ambiental pela Faculdade Católica de Ciências Econômicas da Bahia e Mestrado em Geografia na Universidade Federal da Bahia. Atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências UFBA/UEFS. É membro do grupo de estudo Interfaces: Cultura, Ciência e Ambiente na Educação Crítica da Universidade Federal da Bahia. Atua também no grupo de pesquisa Geopraxis - A Prática do Ensino e da Pesquisa em Geografia, desenvolvendo atividades acadêmicas nas linhas de pesquisa de Educação e Ensino da Geografia, bem como a linha Natureza, Sociedade e Sustentabilidade. Atua no campo do Ensino de Biogeografia, Decolonialidade do Saber, Ensino das temáticas físico-ambientais na Geografia. Fitocídio e impactos socioecológicos,Riscos de desastres e Resíduos Sólidos.

Rosiléia Oliveira de Almeida, Professora da Faculdade de Educação da UFBA e do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências UFBA-UEFS

Possui Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF, mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. É professora associada do Departamento de Educação II da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde atua no Curso de Licenciatura em Ciências Naturais e nos cursos de Pós-Graduação em Educação (FACED-UFBA) em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA-UEFS) e no Mestrado Profissional em Educação (FACED-UFBA. É membro dos grupos de pesquisa Ensino de Ciências e Matemática (EnCiMa-UFBA) e Ensino, História e Filosofia das Ciências Biológicas (LEFHBio-UFBA). Exerceu o cargo de coordenadora do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais da Faculdade de Educação da UFBA entre 2013 e 2016. Atuou entre 2014-2018 como vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS). Atua nas áreas de Educação em Ciência e Ensino de Biologia, sendo seus principais temas de interesse: aprendizagem escolar, educação intercultural, educação ambiental, formação de professores e pesquisa colaborativa de inovações educacionais.

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Publicado

2019-11-19