SELOS DE IDENTIFICAÇÃO DE QUALIDADE E ORIGEM: PARA ONDE VÃO AS PRODUÇÕES ALIMENTARES TRADICIONAIS?

Berenice Giehl Zanetti von Dentz, Clécio Azevedo da Silva

Resumo


A introdução de processos industriais no sistema agroalimentar ocasionou um distanciamento entre os alimentos e os seus territórios de origem. O “substitucionismo” impôs uma produção em grande escala em um contexto concorrencial. O tema tem sido objeto de críticas e de revisão, por força de uma crise da “qualidade” da produção, onde se propaga o uso de ferramentas de identificação, certificação e proteção da qualidade agroalimentar. Durante a realização do doutorado sanduíche no Centre Ressources des Terroirs (França), conhecemos experiências relativas aos selos de identificação de qualidade e origem (SIQO). Estes contribuem para ampliar o mercado dos produtos alimentares tradicionais, valorizando o trabalho dos pequenos artesãos e de suas práticas “naturais”. Porém, apesar dos aspectos positivos dessas estratégias, elas exigem um grau de organização da comunidade e padronização dos processos e produtos que muitas vezes inibem e limitam seu uso.


Palavras-chave


Produção de alimentos; valorização de produtos tradicionais; selos de qualidade e origem.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-0003.91710

Para Onde!? / ISSN 1982-0003  / DOI https://doi.org/10.22456/1982-0003

Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia - Instituto de Geociências - Universidade Federal do Rio Grande do Sul


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