AS TRAMAS DO CAPITALISMO ENTRELAÇANDO AS RELAÇÕES FRONTEIRIÇAS

Kamila Madureira da Silva, Alexandre Bergamin Vieira, Matheus Martins de Araújo Irabi

Resumo


O presente texto discute as reflexões obtidas no Trabalho de Campo em um acampamento de luta pela terra localizado na Linha Internacional Brasil-Paraguai, no município de Mundo Novo. Nossas observações partiram de uma metodologia de Campo que buscou diálogo direto com os moradores, buscando compreender a lutas pessoais e coletivas, suas trajetórias/histórias de vida e o seu cotidiano, além das dificuldades enfrentadas nesse território. Durante a pesquisa constatamos uma divisão interna entre as cerca de 60 famílias, relacionadas, principalmente às nacionalidades: brasileira, paraguaia e “brasiguaios”. A instrumentalização da pesquisa através do Trabalho de Campo nos possibilitou a percepção de um espaço complexo, disputado por diferentes forças da sociedade e que tem enfrentado problemáticas internas e externas, para buscar sua resiliência e adquirir a posse de seu lote. Por fim, o campo nos propiciou entender os processos de desigualdade e exclusão enfrentados no acampamento, criando alteridade entre as famílias.

 


Palavras-chave


Fronteira, território, capitalismo, identidade, desigualdade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-0003.101113

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