Dos efeitos de real a uma política do ócio em Abbas Kiarostami

Demétrio Rocha Pereira, Felipe Diniz, Lennon Macedo

Resumo


Abbas Kiarostami aplica em seus filmes e escritos certa técnica de produção de real a partir da observação de pequenos detalhes em contínuo movimento. Este artigo investiga como o cineasta elabora o ócio enquanto dispositivo para instalar no espectador um efeito de real. Esse mesmo procedimento de estudo do supérfluo e do ínfimo se codifica diferentemente quando subordinado às causalidades narrativas, resultando numa semiótica da ingenuidade. Com o suporte dos estudos de André Bazin, Christian Metz, Roland Barthes e Jacques Rancière, traçamos um caminho que apresenta personagens humanos e não humanos como vetores obstinados de uma política do ócio.


Palavras-chave


Abbas Kiarostami. Efeito de real. Ingenuidade. Ócio. Semiótica do cinema.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583202048.65-83



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