A crueldade e o erotismo sacroprofanos na trilogia da depressão de Lars von Trier

Autores

  • Leda Tenório da Motta Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Marcelo dos Santos Matos Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583202050.74-89

Palavras-chave:

Lars von Trier. Sacroprofano. Crueldade. Erotismo. Cinema.

Resumo

O presente trabalho tem como objeto de estudo a Trilogia da Depressão do cineasta dinamarquês Lars von Trier. A trilogia é composta pelos filmes Anticristo (Antichrist, 2009), Melancolia (Melancholia, 2011) e Ninfomaníaca (Nymphomaniac, 2013). Mais especificamente, elege para análise três aspectos recorrentes do referido corpus:a função do prólogo, a comunhão das personagens com a natureza e a violência das relações. O referencial teórico alinha autores responsáveis por reflexões clássicas sobre o sagrado, a crueldade e o erotismo que são Mircea Eliade (2010), Antonin Artaud (2006) e Georges Bataille (2014). A intenção é realizar uma leitura à luz do conceito elidiano de Sacroprofano. O mesmo suspende a diferença que separa as missas negras da fé, assim, com os amálgamas do paradoxo, o sacroprofano se sustenta na linha tênue entre os interditos e transgressões, entre o contínuo e o descontínuo e na epifania da imagem.

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Biografia do Autor

Leda Tenório da Motta, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pesquisador do CNPq Nível 1. Pesquisador associado ao Reseau International Roland Barthes. Membro do grupo de pesquisa em Humanidades e Mundo Contemporâneo à testa do projeto ?Aceleração do Tempo e Pós-Democracia- Violência e Comunicação? no Instituto de Estudos Avançados da USP. Possui graduação em Letras Modernas pela Universidade de São Paulo (1972), mestrado em Semiologia Literária pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales (1978) e doutorado em Semiologia Literária pela Université de Paris VII (1983). Fez pós-doutorados na Université de Paris VII (1986-1988) e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995-1997), sobre Celine e Francis Ponge. Estudou com Roland Barthes, Gérard Genette e Julia Kristeva. É hoje professor assistente doutor do quadro de carreira do PEPGCS/PUC/SP, onde vem se dedicando aos objetos da comunicação, entendidos como fatos de linguagem e à psicanálise dos discursos midiáticos. Sob o amparo do CNPq,especializou-se nas relações de Lacan com as vanguardas.Realiza pesquisa sobre as relações entre as literaturas de vanguarda e as infopoéticas e hipertextos contemporâneos e sobre a questão dos paradigmas da crítica, inclusive, da crítIca cultural. Nesse âmbito, publicou um balanço internacional da obra de Haroldo de Campos e o primeiro estudo de fôlego sobre a obra de Roland Barthes a sair no Brasil. Dedica-se ultimamente às relações entre a revolução crítica dos Cahiers du Cinéma e a nouvelle critique.

Marcelo dos Santos Matos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Doutorando em Comunicação e Semiótica - PUC/SP (2016-19); Coordenador do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas de Fernandópolis (2014-2019);Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Paulista (2004);Graduado em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo - pela Universidade Estadual de Londrina - PR (1995).  

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Publicado

2020-08-31

Como Citar

Motta, L. T. da, e M. dos S. Matos. “A Crueldade E O Erotismo Sacroprofanos Na Trilogia Da depressão De Lars Von Trier”. Intexto, nº 50, agosto de 2020, p. 74-89, doi:10.19132/1807-8583202050.74-89.

Edição

Seção

Artigos