O algoritmo e o fluxo: Netflix, aprendizado de máquina e algoritmos de recomendações

João Damasceno Martins Ladeira

Resumo


Este artigo discute o sistema de recomendações da Netflix, na expectativa de compreender tais técnicas como parte das estratégias contemporâneas para a reordenação da televisão e do audiovisual. Problematiza uma tecnologia indispensável a estas sugestões: a inteligência artificial, na expectativa de depreender questões de impacto cultural inscritas nesta técnica. Estas recomendações serão analisadas em sua relação com a forma outrora decisiva para a constituição do broadcast: o fluxo televisivo. O texto investiga o sentido destas ferramentas tão influentes para definir uma televisão baseada na manipulação de acervos, e não na programação determinada previamente à transmissão do conteúdo. A conclusão explora as consequências destes arquivos, que concedem ao usuário uma sensação de escolha em tensão com o caráter mecânico destas imagens.


Palavras-chave


Estudos de televisão. Streaming. Inteligência artificial

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201947.166-184



Intexto | E-ISSN 1807-8583 | Facebook | Google Scholar 

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

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