Cultura contemporânea e narrativas jornalísticas: a construção da diferença nas reportagens de Nana Queiroz e Fabiana Moraes

Fernanda Ribeiro de Salvo

Resumo


Este artigo reflete sobre os modos de abordagem e os recursos expressivos utilizados por Nana Queiroz, em Presos que menstruam, e por Fabiana Moraes, em O nascimento de Joicy, para conferir visibilidade às vidas anônimas das quais resolveram se aproximar. Compreender como tais narrativas produzem sentidos sobre a diferença, compartilhados na arena de disputas simbólicas da cultura contemporânea, é o objetivo que nos guia. Em suas narrativas, Queiroz e Moraes esboçam gesto parecido: evitam os modos codificados de relatar a alteridade, preferindo construir entradas pelos espaços de invenção dos sujeitos narrados - inscrevendo suas falas, experiências e os modos singulares que afastam as concepções generalizantes. Amparadas no “eu” para produzir os relatos, Queiroz e Moraes apresentam retórica testemunhal e reflexiva, numa escrita pontuada pela sua subjetividade e a de seus personagens.


Palavras-chave


Cultura contemporânea. Narrativas jornalísticas. Alteridade. Disputas simbólicas. Cotidiano.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-858320190.55-75



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